Yuri Kochetkov/EFE
Yuri Kochetkov/EFE

Vice primeiro-ministro da Rússia, Mutko é excluído do Comitê Executivo da Fifa

Entidade acredita que há conflito de interesses pelo fato do cartola ter ligação com o governo

Estadao Conteudo

10 de março de 2017 | 12h58

Líder do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018 e atual vice primeiro-ministro da Rússia, Vitaly Mutko, foi proibido pela Fifa, nesta sexta-feira, de seguir ocupando um cargo no Comitê Executivo da entidade. O organismo que controla o futebol mundial impediu o dirigente de buscar uma reeleição a um posto na sua cúpula depois de o mesmo ter sido reprovado em um teste de elegibilidade.

Ao revisar a situação atual de Mutko, a Fifa concluiu que o russo não pode seguir no seu Comitê Executivo por casa do cargo que ocupa hoje no governo do seu país. A entidade acredita que há conflito de interesses com a sua permanência nos distintos postos que vinha ocupando.

Destituído do cargo de ministro de Esportes da Rússia depois de ter seu nome envolvido no relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que apontou encobrimento de casos de dopagem envolvendo atletas russos, Mutko foi nomeado pelo presidente Vladimir Putin vice primeiro-ministro do país em outubro passado.

O dirigente, que também é presidente da Federação Russa de Futebol, afirmou que não irá apelar contra a decisão da Fifa de excluí-lo do processo eleitoral que elegerá os representantes do Comitê Executivo da entidade no próximo dia 5 de abril.

Mutko preferiu aceitar esportivamente a decisão da Fifa. "Eu queria buscar a reeleição, mas a Fifa mudou os critérios da eleição. Um novo critério foi introduzido: a neutralidade política", afirmou a autoridade em entrevista à agência de notícias russa Tass. "Eles (da Fifa) querem que a organização seja politicamente neutra, para que dirigentes e representantes do governo não se elejam. Eles estão em seu direito", completou.

Desta forma, Mutko irá perder o posto que ocupava no Comitê Executivo da Fifa desde 2009, sendo que isso ocorre justamente no momento em que a Rússia se prepara para abrigar dentro de três meses a Copa das Confederações, principal evento-teste para a Copa do Mundo de 2018.

Com a saída de Mutko do Comitê Executivo, quatro nomes aparecem atualmente como candidatos a ocuparem quatro postos reservados a europeus neste órgão da Fifa, que elegerá os mesmos em congresso da entidade, no próximo mês. São eles: Sandor Csanyi, que já é membro do comitê e buscará reeleição pela Hungria; Geir Thorsteinsson, presidente da Federação Islandesa de Futebol; o ex-jogador do Milan Dejan Savicevic, presidente da Federação Montenegrina de Futebol; e Costakis Koutsokoumnis, presidente da Federação Cipriota de Futebol.

A permanência de Mutko no Comitê Executivo da Fifa ficou mais complicada depois de reformas estruturais introduzidas pelo novo presidente da entidade, Gianni Infantino, que tenta melhorar a imagem e o prestígio do organismo, altamente afetado por uma série de escândalos de corrupção envolvendo seus dirigentes nos últimos anos. E uma das medidas para isso é excluir qualquer interferência governamental na gestão do futebol do planeta.

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