Bruno Cantini/Atlético-MG
Bruno Cantini/Atlético-MG

Victor diz que trabalho no Atlético-MG não pode ser questionado por mês ruim

Equipe acabou eliminada da Copa Libertadores de forma precoce e perdeu a final da

Redação, Estadão Conteúdo

30 de abril de 2019 | 13h42

Um dos mais importantes jogadores do Atlético-MG nos últimos anos, o goleiro Victor está sofrendo críticas por parte dos torcedores por conta dos maus resultados recentes do clube - eliminação precoce na fase de grupos da Copa Libertadores e perda do título do Campeonato Mineiro para o rival Cruzeiro. Nesta terça-feira, ele resolveu rebater as críticas e disse que seus anos de trabalho não podem ser questionados em um mês ruim.

"As críticas são normais dentro do futebol, acho que o momento não é bom de ninguém. A gente vem passando por algumas semanas de dificuldade dentro de campo, mas em relação à metodologia, em relação ao trabalho, acho um tanto quanto injusto. Estou nesta parceria com o Chiquinho (preparador de goleiro) desde 2008", disse Victor, em entrevista coletiva na Cidade do Galo, que prosseguiu citando números de sua carreira.

"São 263 jogos pelo Grêmio, 405 jogos pelo Atlético-MG, três vezes o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, melhor goleiro da Libertadores, duas vezes o melhor goleiro da Copa do Brasil, campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, 11 finais disputadas pelo Atlético-MG. Se for falar de metodologia tem que falar desde 2008. Não pode questionar a sequência de um trabalho, tudo que vem sendo realizado em 11 anos, por um mês em que as coisas não deram certo para ninguém. Então, antes de criticar você tem que ter base e critério. Mas cada um tem que ter sua opinião, pode pensar o que acha, mas dentro de uma coerência e com respeito", afirmou.

O goleiro explicou que o time precisava de uma organização dentro de campo e isso aconteceu com o interino Rodrigo Santa, que substitui Levir Culpi há cerca de 20 dias. "Todo clube passa por isso, está sujeito a isso, a cada temporada chegam e saem novas peças, mudança de comando, então cria instabilidade. Não existe segredo, é trabalhar e confiar no trabalho que está sendo feito. Na verdade, o nosso problema era organização. A gente tinha esquema de jogo, mas as vezes atuava de forma desordenada. O Rodrigo (Santana) procura coordenar, compactar, estabelecer funções para cada atleta. Quando você entra em campo sabendo o que precisa ser feito facilita muito", comentou.

ESCALAÇÃO

Victor deu entrevista coletiva prévia ao jogo contra o Vasco, nesta quarta-feira, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, pela segunda rodada do Brasileirão. Com dores na panturrilha direita, o volante Adilson não participou do treinamento e é dúvida - ficou no setor de fisioterapia e será reavaliado. Caso não tenha condições de entrar em campo, José Welison deve ser o escolhido.

Quem pode voltar são os zagueiros Réver e Igor Rabelo, que treinaram normalmente nos últimos dias. O primeiro se recuperou de uma pancada no tornozelo e o segundo, de uma torção no ligamento colateral medial do joelho esquerdo.

Depois da estreia com vitória sobre o Avaí, no último sábado, em Belo Horizonte, o Atlético-MG agora encara uma sequência fora de casa. Além do Vasco, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, enfrentará o Ceará, em Fortaleza, neste sábado, pela terceira rodada do Brasileirão, e na terça seguinte estará na Venezuela para lutar por uma vaga na segunda fase da Copa Sul-Americana contra o Zamora, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

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