Ivan Storti/Santos
Ivan Storti/Santos

Victor Ferraz nega favoritismo santista no Paulistão: 'Somos um time em formação'

Equipe comandada por Jorge Sampaoli é a única das quatro grandes a já ter assegurado a classificação para as quartas de final

Redação, Estadão Conteúdo

10 de março de 2019 | 20h34

Depois do empate por 0 a 0 no clássico deste domingo contra o Corinthians, em Itaquera, o capitão do Santos, Victor Ferraz, rejeitou o favoritismo atribuído à sua equipe em função do início promissor em 2019. "O Santos já foi chamado de azarão que não brigaria por nada, e dez jogos depois passa a ser o time a ser batido?", questionou o lateral-direito.

Segundo Ferraz, os outros clubes grandes que disputam o Estadual têm condições de brigar pelo título: "O Palmeiras tem um grande elenco, milionário. O São Paulo também, mas não está bem encaixado. O Corinthians tem a volta do (técnico Fábio) Carille".

Apesar da ressalva feita pelo jogador, o Santos é o único dos quatro a já ter assegurado a classificação para as quartas de final do Paulistão. Além disso, o alvinegro Jean Mota é o artilheiro isolado, com sete gols. A equipe tem a melhor campanha da competição, com 23 pontos, nove a mais do que o Corinthians. Com 14, o São Paulo tem a pior pontuação entre os grandes. Já o Palmeiras soma 19, em situação mais confortável que os rivais da capital.

Ainda que a distância para os adversários seja considerável, o Santos venceu apenas um clássico nesta edição do torneio estadual. Foi na terceira rodada do campeonato, contra o São Paulo, no Pacaembu, em partida terminada com o placar de 2 a 0. Diante de Palmeiras e Corinthians, o resultado foi o mesmo: 0 a 0. Os dois confrontos, porém, foram disputados fora dos domínios santistas. Na pré-temporada, o amistoso contra o time de Carille também terminou empatado, por 1 a 1, em Itaquera.

Entretanto, Ferraz destaca que o Santos ainda não atingiu seu potencial máximo e que a filosofia do técnico argentino Jorge Sampaoli é difícil de ser aplicada. "Nós somos ainda um time em formação. É uma filosofia que não é fácil de colocar em prática", disse o capitão alvinegro.

Como exemplo, o lateral-direito citou a própria partida deste domingo: "A gente sabe que não é sempre que vai encaixar, como não encaixou no primeiro tempo. No segundo, com algumas mudanças, a gente conseguiu fazer melhor o que a gente propõe".

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