Vida de palmeirense vai virar documentário

A história de Lúcio, menino pobre que cresceu convivendo com marginais dentro de um presídio, e hoje ganha a vida jogando futebol, deve virar documentário. Nos próximos dias, o produtor Deo Teixeira, que assina a edição de ?Menino Maluquinho? e ?Domésticas?, filmes dirigidos por Fernando Meirelles, vai se reunir com o jogador para lhe apresentar o projeto. A idéia nasceu a partir de uma matéria publicada pelo Jornal da Tarde/Estadão no dia 15 de janeiro, em que o lateral do Palmeiras retratou detalhes de sua infância passada no presídio Aníbal Bruno, em Recife, onde sua mãe trabalhava como cozinheira. Na época, entre um banho de sol e outro, Lúcio conheceu ?Chopinho?, seu grande amigo e incentivador. "A história é excitante demais. Fiquei encantado com uma frase da matéria em que ?Chopinho?, enclausurado, tenta mostrar ao então menino Lúcio a importância de valorizar a liberdade." A amizade entre os dois no presídio se consolidou tanto que, recentemente, Lúcio mostrou-se interessado em rever o amigo, que hoje vive nos arredores de Recife. "Tento imaginar porque a mãe do Lúcio o levava ao presídio", completa Deo, que acaba de lançar ?Vibrações?, documentário que mostra a reunião de músicos de choro do passado e do presente." A cineasta Carla Rivetti, que faz parte do projeto, explica que a história tem grande teor poético. "Por isso não podemos desprezá-la. Principalmente porque o Lúcio admite ter no amigo seu grande incentivador e deixa claro que, se não fosse ele, poderia ter trilhado outros caminhos." Rivetti não descarta a possibilidade de levar o jogador de volta ao presídio para gravar. "Tudo vai depender de sua disponibilidade. Os documentários normalmente são curtos, mas dependendo do que o Lúcio contar, poderia até virar um longa."

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