Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Vida do atacante Jô muda completamente em apenas três meses

Atacante brilha por Atlético-MG e seleção com títulos e gols

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2013 | 11h45

BELO HORIZONTE - A vida de Jô se transformou nos últimos três meses. Chamado às pressas para a vaga de Leandro Damião, cortado por lesão da seleção brasileira que iria para a Copa das Confederações, o atacante do Atlético-MG aproveitou muita a chance de última hora e de lá para cá só vem ganhando destaque.

Com a camisa verde-amarela, Jô deixou de ser mero figurante no grupo para se transformar em candidato sério a uma das 23 vagas após aproveitar bem a oportunidade. Foram dois gols na conquista da Copa das Confederações, contra Japão e México, ambos entrando no decorrer da partida e mais três nos amistosos contra Austrália (foram dois) e Portugal.

Por isso, ele esfrega as mãos quando ouve Felipão dizer que “mais dois jogadores garantiram vaga para o Mundial.” O técnico não revela quais são os ‘sortudos’, mas certamente o atacante do Galo está ao lado de Ramires nessa predileção do chefe após bons amistosos.

E os ares da seleção brasileira parecem ter feito muito bem ao camisa 9 revelado no Corinthians, mas que só agora no Atlético-MG mostra seu real potencial. Ir para a Copa das Confederações e ser lembrado para os amistosos, novamente por força do destino, já que desta vez substituiu Fred, outro cortado por contusão, só deixou em evidência o magrelo e desengonçado atacante.

Daquela convocação no dia 16 de junho para cá, conquistou os títulos da Copa das Confederações e da Libertadores, anotando um dos gols da final contra o Libertad e terminando na artilharia isolada do torneio com sete gols. Nesta quinta-feira, ele fez a alegria da torcida atleticana, ainda degustando o inédito título da América, mas com certo receio da presença do time na zona de rebaixamento do Brasileirão. Zona de risco, esta, que Jô fez questão de tirar a equipe com três gols sobre o bom Coritiba.

“Essa vitória vai para a torcida, que acreditou, veio nos apoiar em uma quinta-feira à noite, com a equipe em uma situação difícil. Essa vitória foi importante para nos dar mais confiança e, com mais duas seguidas, a gente dá uma boa subida na tabela,” disse o goleador do time na temporada, com 16 gols. Humilde, porém, Jô disse que teria de dividir o bicho com Fernandinho, dono de duas belas assistências.

ÁRDUO CAMINHO

Para chegar ao “melhor momento da carreira”, contudo, não foi fácil para Jô. Depois de surgir como atacante promissor de grande futuro no Corinthians, acabou escanteado pela má fase e iniciou aventura mundo afora. Sofreu com o escassez de gols em Manchester City e Galatasaray e resolveu voltar ao País, em 2011.

Queria dar a volta por cima no Internacional. Só que amargou a reserva de Alecssandro, em grande fase, e fez poucos gols. Pior, ainda sofreu com atos de indisciplina, foi afastado uma vez e depois da segunda falha, acabou dispensado, dia 15 de maio de 2012. Quando parecia acabado, ganhou voto de confiança de Cuca, cinco dias depois da dispensa.

Demorou a engrenar, mas agora é titular indiscutível não apenas pelos gols, como também pela entrega e já ganhou a idolatria da torcida do Atlético-MG que adora vê-lo “batendo barriga no ar” na comemoração dos gols com Ronaldinho Gaúcho. Que a estrela siga brilhando nos mundiais, do Marrocos, em dezembro, e do Brasil, em 2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.