Vídeo de brasileiro ajuda a investigar morte de torcedor

Presente nas arquibancadas do Estádio Jesús Bermúdez, no meio da torcida do Corinthians, o documentarista Fabiano Curi falou com a Rádio Estadão sobre o episódio em que um sinalizador partiu da torcida corintiana e atingiu e matou o jovem Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, na noite de quarta-feira, durante a partida contra o San José, na cidade boliviana de Oruro. Foi a estreia do time brasileiro na Copa Libertadores.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2013 | 14h30

Dono de uma produtora de vídeos, Curi viaja documentando os torcedores corintianos e pôde registrar o momento que causou pânico no estádio de Oruro. O brasileiro prestou depoimento na delegacia local e apresentou o vídeo para a polícia para ajudar nas investigações.

Curi conta que, até o momento do incidente, o clima era de festa no estádio e que não houve nenhum problema entre as torcidas antes da partida. "Estava tudo normal", afirmou. "Quando saiu o gol [do Corinthians] e a torcida comemorou, começou a subir um bandeirão e saiu o sinalizador. Depois a torcida deles ficou brava, começou a xingar de assassino, a tacar coisas. Tinha bastante policiamento, mas chegou uma quantidade maior de policiais, e aí acalmou", contou.

De acordo com Curi, a torcida corintiana não compreendia as atitudes hostis dos torcedores locais porque não sabia sobre a morte do adolescente. "Quando começou o intervalo, começaram a gritar de novo de assassinos. E aí surgiu a polícia com tudo para investigar, a gente não sabia que tinha machucado alguém, ou falecido".

Após prestar depoimento, Curi foi liberado. Segundo suas informações, 12 corintianos detidos ainda estavam na delegacia. Mas todos estavam bem. O documentarista disse ainda que os brasileiros foram bem tratados pela polícia local. "Eles (policiais) não foram grossos, nem teve hostilidade", revelou. "Eles (corintianos) estavam numa espécie de quarto, sem grade, com três camas e televisão. Pelo o que a delegada falou, seis deles, que não tinham pólvora na mão, seria liberados mais cedo".

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