Divulgação/WE League
Divulgação/WE League

Vídeo promove primeira liga profissional de futebol feminino no Japão; veja

A Women Empowerment League, ou WE League, foi anunciada quase dez anos após o título mundial conquistado pela seleção japonesa na Alemanha

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2021 | 17h55

O Japão enfim tem uma liga profissional de futebol feminino. Nesta segunda feira, o perfil oficial da WE League divulgou um vídeo promocional do campeonato, que contará com 11 clubes. A promessa é que a bola role a partir de 12 de setembro e termine em maio de 2022. As equipes farão partidas de ida e volta contra todas as outras dez adversárias. Não haverá rebaixamento, pelo menos nos primeiros anos.

No vídeo, é possível ver uma menina correndo em um campo enquanto outras mulheres dizem ‘nós somos’. Em uma tela branca, aparecem palavras em japonês como ‘a jornada’, ‘a história’ e ‘o potencial’. No final, a mensagem da liga é clara: as mulheres serão as protagonistas. Até por isso, foi determinado que mais de 50% do corpo executivo e staff dos clubes deve ser formado por elas.  

O anúncio da competição ocorreu em junho do ano passado, quando a JFA, Associação de Futebol do Japão, decidiu criar a ‘Women Empowerment League’, ou Liga de Empoderamento das Mulheres, na tradução livre.

Segundo o presidente da entidade, Kohzo Tashima, o objetivo dessa mudança é não somente evoluir a seleção nacional, como também induzir mais participação social feminina, promover igualdade de gênero e providenciar uma nova plataforma para o negócio de esportes no Japão.

Ao contrário de outros países de destaque na modalidade, como Estados Unidos, Alemanha e Suécia, a nação asiática não possuía uma competição organizada para jogadoras profissionais.

Quem comandava o esporte em território japonês de forma amadora por mais de 30 anos era a Nadeshiko League, competição que continuará existindo mesmo após o anúncio da nova liga. Os times presentes nesse torneio terão a chance de promoção à elite para que a WE League alcance um número satisfatório de competidoras.

A novidade terá início após uma década do título mundial conquistado pela seleção japonesa na Alemanha contra os Estados Unidos, tetracampeãs do torneio. O Japão esteve na disputa para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2023, mas acabou perdendo para a Austrália e a Nova Zelândia, que vão dividir o evento organizado pela Fifa.

Para efeito de comparação, a CBF criou o Brasileirão Série A1 feminino em 2013. A seleção canadense, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ainda briga por uma liga nacional no hemisfério norte. 

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