Vilão agora vira aliado corintiano

Foi impossível evitar. Em plena apresentação de Tite como novo técnico do Corinthians, um de seus auxiliares, Cléber Xavier, dividiu as atenções hoje no Parque Ecológico do Tietê. Xavier protagonizou cena pitoresca no dia 15 de junho de 2001. O Corinthians, então dirigido por Vanderlei Luxemburgo, fazia o último treino antes de enfrentar o Grêmio na final da Copa do Brasil. Flagrado nas arquibancadas, o gaúcho foi escorraçado do Parque São Jorge. Quase três anos depois, a história virou motivo de brincadeiras. Logo que chegou para trabalhar no novo clube, Xavier tratou de cumprimentar Kojac, o chefe da segurança corintiana que, na época, encarregou-se de colocá-lo para fora. "Olha, confesso que foi um momento tenso. Pensei que fosse acontecer o pior quando vi que iam me levar para um sala, então resolvi fazer uma cena dizendo que estava sendo agredido para que a imprensa ficasse de olho e não deixasse ninguém tocar em mim. Mas não aconteceu nada", lembrou. "Hoje conversei com o Kojac e está tudo certo. Naquele dia cada um fez seu trabalho." O auxiliar-técnico de Tite, já devidamente trajado com uniforme do Corinthians, garante que não se arrepende de nada. Muito pelo contrário, continuou trabalhando como espião durante muito tempo. "É claro que nos meses seguintes eu tomava mais cuidado, pois a repercussão do caso foi grande", contou. "Mas quando conseguimos vencer o Corinthians aqui no Morumbi, houve desfile em Porto Alegre e as pessoas me reconheciam e agradeciam pelo trabalho, que acabou ajudando bastante naquela conquista." Então os adversários do Corinthians que se cuidem daqui para frente. Xavier continuará a utilizar suas habilidades investigativas, agora em favor do novo clube. "Já estive no CT do São Paulo e do Palmeiras e não tive problemas para ver os treinos", confessou. Está dada a dica.

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