Villa vê aposentadoria como caminho natural na seleção espanhola

Maior artilheiro da equipe chorou ao deixar o campo em partida contra a Austrália, em meio a vaias e aplausos de pé no estádio

Raphael Ramos - Enviado especial a Curitiba, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 16h22

David Villa, o maior artilheiro da história da seleção espanhola, com 59 gols, despediu-se da equipe nesta segunda-feira contra a Austrália, na Arena da Baixada, em Curitiba. Enquanto deixava o gramado para ser substituído por Juan Mata aos 11 minutos do segundo tempo, o atacante chorou e foi vaiado por torcedores brasileiros e australianos, mas aplaudido de pé pelos espanhóis.

Ao chegar no banco de reservas, foi saudado por todos os companheiros. Visivelmente emocionado, permaneceu de cabeça baixa por longos minutos. "Tenho consciência que não será mais possível (jogar pela seleção). A Copa do Mundo acabou e decidi jogar nos Estados Unidos (no New York City). Ficarei alguns meses sem competir e depois vamos ver o que vai acontecer. Se o técnico achar que posso voltar, tudo bem. Mas tenho de ser realista", afirmou o jogador de 32 anos.

Com o belo gol de calcanhar marcado nesta segunda-feira contra a Austrália, o atacante se tornou o quarto espanhol a balançar as redes em três Copas distintas. Os outros foram Julio Salinas, Fernando Hierro e Raúl. 

"Para mim, sempre é um prazer e uma alegria defender a seleção. Tínhamos de nos despedir com uma boa apresentação, vencer, e conseguimos. Estou muito satisfeito de ter feito o gol, mas estamos tristes porque pensávamos que iríamos ficar mais tempo na Copa do Mundo. Pelo menos livramos um pouco a nossa barra com essa vitória", disse.

Depois de Villa, o jogador em atividade que mais gols fez pela Espanha é Fernando Torres, com 37 tentos. Como o atacante do Chelsea também já está no fim do seu ciclo pela seleção, Villa deve permanecer no topo da lista de artilheiros por muito tempo. Mas não é isso o que ele deseja. 

"Espero que o meu recorde dure poucos anos porque se isso acontecer vai ser muito bom para a seleção. Se alguém me superar, vai ser um orgulho. Significa que alguém vai marcar muitos gols e isso vai render vitórias para a seleção", comentou.

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