Villar não assumirá presidência da Uefa, mas seguirá à frente de Comitê Executivo

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Angel María Villar, continuará à frente das reuniões do Comitê Executivo da Uefa, mas não atuará como presidente da entidade. O dirigente espanhol é o primeiro vice-presidente da Uefa e da Fifa e deve ser o responsável por convocar novas eleições da entidade europeia após a suspensão de oito anos imposta a Michel Platini, nesta segunda-feira. Em outubro, Villar já havia presidido a reunião que envolveu 54 associações europeias, porque Platini, presidente da Uefa, já estava suspenso do cargo.

Estadão Conteúdo

21 de dezembro de 2015 | 16h20

Villar preside a RFEF desde 1988 e em 1992 passou a fazer parte do Comitê Executivo da Uefa, na qual acumula uma série de cargos. Por ser o primeiro vice-presidente da Uefa, seria o substituto natural de Platini, mas fontes ligadas ao próprio dirigente revelaram que ele não deverá assumir esse principal posto do futebol europeu.

Além da vice-presidência geral, Villar é presidente do comitê de árbitros, vice-presidente do comitê do estatuto do jogador e agentes de futebol e representante executivo do conselho de estratégia de futebol profissional.

O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta segunda-feira uma suspensão de oito anos ao presidente da entidade, Joseph Blatter, e a Platini. Os dois são suspeitos por conta de uma transferência de US$ 2 milhões do suíço ao francês, em 2011. O Ministério Público da Suíça também investiga o caso.

Ambos fecharam um entendimento para apresentar a mesma argumentação ao Comitê de Ética: a de que o dinheiro era um salário atrasado que a Fifa devia para Platini. Mas os juízes suspeitaram quando ficou claro que o salário era sobre um suposto serviço que ocorreu nove anos antes. Para a Fifa, porém, a realidade é que houve suspeita de falsificação do balanço financeiro da entidade.

Blatter era presidente e Platini, em 2011, seu vice-presidente e eles teriam de ter informado aos demais membros do Comitê Executivo sobre o pagamento, o que não ocorreu. Tanto Blatter como Platini anunciaram que devem recorrer da decisão.

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