Divulgação/Palmeiras
Divulgação/Palmeiras

Viña é apresentado no Palmeiras e 'sela paz' de uruguaios com Felipe Melo

Lateral chega ao clube e troca camisas com volante e capitão para minimizar declaração polêmica de anos atrás

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 13h38

O novo jogador do Palmeiras chegou ao clube nesta terça-feira recebido por uma brincadeira diplomática. O lateral-esquerdo uruguaio Matías Viña assinou contrato por cinco temporadas. Ao ser apresentado pela diretoria na Academia de Futebol da Barra Funda, ele foi recepcionado pelo volante Felipe Melo, que anos atrás se envolveu em uma polêmica gigantesca pela animosidade criada com atletas uruguaios.

Felipe Melo e Viña trocaram camisas durante a cerimônia. O uruguaio recebeu uma camisa do Palmeiras com o nome e o número do colega nas costas, enquanto entregou uma usada por ele pela seleção celeste. "Estou contente em ser recebido por ele (Felipe Melo). As coisas que aconteceram lá atrás ficaram no campo. Fora, não há nenhum problema. Ter sido recebido por ele foi algo muito legal", afirmou o lateral-esquerdo.

Ao ser apresentado pelo Palmeiras, em 2017, Felipe Melo disse na ocasião que para defender o clube, não teria medo de enfrentar argentinos ou dar tapa na cara de uruguaios em jogos da Libertadores. A declaração acirrou os ânimos naquela temporada durante partida contra o Peñarol, quando o próprio Felipe Melo foi o pivô de uma grande briga ao fim da partida, em Montevidéu.

Agora, essa a animosidade parece ter sido superada. Felipe Melo fez até um discurso de boas-vindas ao novo parceiro do Uruguai. "Quero dar as boas-vindas ao clube e ao país. Muita gente imagina que eu não gosto de uruguaio, não é verdade", afirmou. O novo lateral palmeirense foi revelado pelo Nacional, tem 22 anos e, na última temporada, foi escolhido o melhor jogador do campeonato local.

O reforço contou que em seu ex-clube ele conviveu com os compatriotas Egúren e Victorino, que passaram pelo Palmeiras e lhe fizeram boas recomendações do clube brasileiro. "Os dois foram companheiros meus no Nacional, me falaram muito bem do Palmeiras e me motivaram a vir para cá. Meu ídolo é Martín Cáceres, que joga na minha posição. Ele é alguém que admiro muito", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.