AP Photo/Frank Augstein
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Vini Jr. vive conto de fadas com gol na Liga dos Campeões: 'não tenho noção do que estou vivendo'

Atacante brasileiro valoriza conquista e projeta mais glórias pelo Real Madrid: 'Não quero parar por aqui'

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2022 | 20h57

Vinícius Junior ainda não sabe o tamanho do seu feito. Estava feliz com  a conquista, ergueu a taça da Liga dos Campeões pela primeira vez aos 21 anos e chorou quando o árbitro apitou o fim do jogo em Paris. Disse ser a pessoa mais feliz do mundo. Com o tempo, vai ter a exata dimensão do seu gol em Paris. Uma legião de madrilenhos fará  festa sem hora para acabar na capital espanhola.

Mais do que o gol da vitória contra o rival inglês, Vini corou sua melhor temporada na Europa, talvez na carreira, que só está começando. O ano pode facilitar sua confirmação na seleção brasileira, cuja definição de Tite para a lista da Copa do Catar está prestes a ser escrita. O atacante do Real Madrid tem tudo para estar nela.

"Sou a pessoa mais feliz do mundo. Depois de uma temporada tão longa, jogos especiais e tão importantes, chegou o mais bonito. Tivemos uma chance e fizemos o gol. Não tenho noção do que estou vivendo, do gol que fiz no maior clube do mundo, na maior competição do mundo, e sendo tão jovem. Não quero parar por aqui, quero seguir trabalhando, como trabalhei até aqui, para ganhar tantas Ligas quanto esses jogadores que estão aqui ganharam.  E com a felicidade da minha família, com o orgulho de todos, pude estar aqui para vencer também. Quero seguir dando felicidade para a minha família", disse Vinicius Junior ao canal TNT Sports.

"Esse título é o reflexo de uma temporada muito bonita e especial. Eu e todo o elenco trabalhamos bastante. Aprendemos que sofrer é bom, é especial. O bonito pode demorar, mas chega. Jogar com essa camisa não tem preço. Todo jogador sonha em estar aqui e eu realizei esse sonho".

Nem sempre foi assim. No começo no Real, seus fundamentos eram ruins. Ele teve de “reaprender” a fazer tudo que não conseguiu nos tempos de Flamengo. Chegou aos 18 anos na Europa,  ainda sem tempo para deixar o Brasil como um jogador completo. Mas  nunca desistiu nem se abateu com as cobranças e desconfiança. Ele e Benzema não se acertavam. O colega francês chegou a criticá-lo. Vini teve nos  brasileiros Casemiro e Marcelo o alicerce que precisava.  

"Que (as pessoas) não desacreditem dos sonhos deles. Eu batalhei, saí cedo de São Gonçalo para jogar no Flamengo e depois fui vendido. Vivi momentos especiais como jogador. Agradeço ao Casemiro e ao Marcelo, que me ajudaram quando cheguei na Espanha com 18 anos", disse Vini.

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