Vidal Cavalcante/Estadão
Vidal Cavalcante/Estadão

Viola imitou um porco na final em 1993 e depois fez o gavião

No Corinthians, atacante provocou palmeirenses em decisão do Paulistão; depois, pelo Palmeiras, deu o troco no ex-clube

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2018 | 07h00

Corinthians e Palmeiras colecionam uma série de fatos marcantes em seus 101 anos de história. E se respeitam. Esses acontecimentos fizeram com que o encontro se tornasse o maior do futebol paulista e um dos mais importantes do País. Um dos fatos mais notáveis envolvendo as duas agremiações foi a adoção de um segundo mascote pelo time alviverde, que além do Periquito ganharia o Porco, que teve grande influência das duas torcidas.

+ 'Patrulha da celebração' entra em campo no futebol brasileiro

Até o fim da década de 1960, os palmeirenses utilizavam a figura do periquito para celebrar as conquistas do time, que tinha em suas fileiras astros como Ademir da Guia, Julinho Botelho e Djalma Santos, entre tantos outros. O Palmeiras era um dos poucos times no Brasil a fazer frente ao Santos de Pelé.

Mas em 1969 um acidente de carro matou Lidu e Eduardo, dois jogadores do Corinthians. Para inscrever novos atletas em seu elenco, o time de Parque São Jorge precisava da autorização de todos os demais clubes inscritos no Estadual. O único a negar foi o Palmeiras.

Isso bastou para que os alvinegros passassem a chamar os alviverdes de “sujos” e, mais para a frente, de “porcos”. Era normal nos duelos ouvir os gritos de “porco” nas arquibancadas do lado corintiano, o que irritava profundamente os torcedores palmeirenses.

Em 1986, após jogada de marketing do clube de Palestra Itália, o meia Jorginho posou com um porco na capa da revista Placar, da editora Abril. A partir daí, o suíno passou a ganhar força para ser novo mascote dos seguidores do Palmeiras.

Em 1988, a torcida do Corinthians gritou pela primeira vez “dá-lhe, porco”, no Pacaembu, durante o triunfo sobre o Santos, por 2 a 0, pois o Palmeiras vencia o São Paulo, no Morumbi, por 1 a 0, no mesmo horário, o que garantia o time corintiano na decisão do Paulista – e ele foi campeão contra o Guarani

Em 1993, no primeiro jogo da decisão do Estadual, Viola fez o gol da vitória corintiana e festejou de joelhos, imitando um porco. Nenhum jogador do Palmeiras reclamou do ato, mas o técnico Vanderlei Luxemburgo usou as fotos dos jornais para motivar o time, que acabou campeão com 4 a 0 na partida da volta.

Em 1997, Viola foi jogar no Palmeiras e ao fazer um gol no Corinthians saiu imitando um gavião, símbolo da maior torcida organizada corintiana. Eram outros tempos. O futebol permitia esse tipo de comemoração, de gozações e brincadeiras. Havia mais tolerância e muito mais humor.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCorinthians

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.