Fábio Castro/AGIF/AE
Fábio Castro/AGIF/AE

Violência contra mulher tem outros casos no futebol

Dentre as ocorrências está o goleiro Bruno, condenado a 22 anos e três meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 07h57

Jean é mais um na lista de jogadores brasileiros envolvidos em confusão com mulheres. De agressão a estupro, o futebol registrou diversos casos.

O atacante Robinho, ex-Santos e Atlético-MG e atualmente no Istambul Basaksehir, da Turquia, foi condenado na Itália a nove anos de prisão por violência sexual. O jogador sempre negou envolvimento. O caso teria acontecido em 2013, em Milão, quando ele defendia o Milan. Além de Robinho, outros cinco homens teriam violentado uma mulher de origem albanesa.

Outros brasileiros acusados por estupro no exterior foram Cuca (hoje técnico) e os ex-jogadores Eduardo, Fernando e Henrique. Em 1987, eles defendiam o Grêmio, estavam em Berna, na Suíça, onde ficaram 28 dias presos acusados de estuprarem uma garota de 14 anos.

No Brasil, o atacante do Palmeiras Dudu teve de pagar R$ 12 mil de fiança para deixar a prisão em 2013. Ele foi acusado de agredir a sua mulher com socos na cabeça e de ter provocado ferimentos no braço da sogra.

Outro atleta que viveu bons momentos no futebol carioca, Jobson foi acusado de ter abusado sexualmente de duas garotas menores de idade, que alegaram terem sido alcoolizadas e abusadas. O atacante, que viveu a melhor fase da carreira no Botafogo entre 2009 e 2015 e teve sérios problemas com drogas, foi condenado e chegou a ser preso em junho de 2016, sendo solto três meses depois.

O ex-atacante Valdiram, com passagem pelo Vasco, foi outro atleta que cometeu o crime sexual. Em 2001, ele foi acusado de estupro por duas mulheres. As circunstâncias da sua morte, ocorrida em abril deste ano, ainda dão conta de que ele teria atacado sexualmente uma criança, e que foi assassinado em resposta. Ele teve problemas com álcool, drogas e o vício em sexo depois que deixou o time cruzmaltino.

O caso mais grave foi do goleiro Bruno, condenado a 22 anos e três meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.

NEYMAR

O atacante Neymar, do PSG e da seleção brasileira, também teve seu nome envolvido em uma denúncia de estupro este ano. A acusação foi feita pela modelo Najila Trindade. O caso, no entanto, acabou arquivado e Najila acabou sendo denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por acusação caluniosa e extorsão.

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