Violência e brigas de torcedores na Copa SP

Na mesma semana que o Federação Paulista de Futebol, Ministério Público e Polícia Militar acenam com a possibilidade de retorno das torcidas organizadas, a violência entre torcedores rivais estoura mais uma vez. Nesta quinta-feira, no estádio Bruno José Daniel, cerca de 40 torcedores do Palmeiras atacaram o são-paulino Marco Antônio Amorim e Silva, que foi levado ao hospital em Santo André, onde foram constatadas lesões leves. Na delegacia, foram indiciados três torcedores. Atílio Santos e Silva, de 19 anos, e os menores R.P., de 16, e W.A.B.S, de 17.Não se sabe se os indiciados faziam parte de uma torcida organizada do Palmeiras, porque era proibida a entrada de camisas de uniformizadas no estádio. A briga ocorreu nos arredores do Bruno José Daniel, mesmo com o esquema montado pela polícia de Santo André, que considerava a partida de alto risco.Mesmo com a intervenção intensa da Polícia Militar, que fechou ruas e separou as torcidas, várias brigas ocorreram nos arredores do estádio.O major Carvalho, do 10º batalhão da PM de Santo André, responsável pelo policiamento da partida, assegurou que não houve confrontos de torcidas, mas apenas ocorrências isoladas. Na mais grave, dois torcedores brigaram e foram conduzidos ao 3º DP da cidade, indiciados por lesão corporal. Ao todo, cerca de 10 pessoas foram levadas à delegacia para averiguações.Mesmo assim, corria entre os funcionários que trabalhavam no estádio um boato que um garoto morreu em uma das brigas. A informação não foi confirmada pelo major Carvalho: "Não é do meu conhecimento. O caso mais grave foi uma briga em que os dois torcedores foram presos, levados a delegacia. Só isso." Palmeirenses e são-paulinos têm uma extensa lista de brigas na história recente do futebol paulista. A mais grave ocorreu em 1995, na final da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, quando o jovem Márcio Gasparin, de 16 anos, morreu numa verdadeira batalha dentro de campo.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2004 | 20h39

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