Violência nas ruas assusta jogadores

Ao desembarcar no Rio de Janeiro com o título de tetracampeão mundial, em 1994, Romário era a personificação da tranqüilidade. Circulava pela cidade a bordo de conversíveis e relógios importados. Caríssimos. Desdenhando a violência que o cercava, o atacante declarou ao JT, naquela semana triunfal de retorno da Copa: ?Não tenho medo de assaltos, seqüestros. Bandido sabe que jogador de futebol possui a mesma origem que ele. Além do mais, nossa missão é dar alegria na vida sofrida que enfrenta?.Abril de 2002. O pai seqüestrado, dois relógios e um carro roubado depois, Romário mudou. Só anda em carro blindado. Só comparece a festas escoltado por fiéis amigos da Zona Norte carioca que exercem o papel de seguranças.Oito anos se passaram. Não é só o jogador que até hoje personifica a malandragem carioca que se confessa traumatizado com a violência urbana. Ganhando salários altíssimos em relação ao restante da população brasileira ? esse restante significa 96% do País ?, os profissionais do futebol perderam a paz. Não têm como circular livremente de um lugar a outro em suas horas de lazer. Apelam para todos os recursos. Sabem que o episódio de 1999, quando um ladrão de semáforo abordou a Mercedes de Pelé na Av. 9 de Julho para um assalto e se desculpou, após reconhecê-lo, é coisa do passado.Leia mais no Jornal da Tarde

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