Violência preocupa o goleiro Marcos

Do inevitável encontro das três maiores torcidas de São Paulo em pontos espalhados da cidade, domingo, Marcos espera pelo pior. Para o goleiro, houve negligência da CBF ao manter o jogo do Palmeiras contra o Fluminense, no Palestra Itália, para o mesmo dia e horário da partida do São Paulo com o Atlético-PR, no Morumbi. Soma-se a isso uma multidão de corintianos que sairá às ruas para comemorar o possível título brasileiro do Timão e se terá um ?barril de pólvora?, prestes a estourar. ?Só Deus sabe o que pode acontecer?, diz a Mancha Verde, em comunicado.?Mais uma vez, não pensaram no torcedor, só em interesses comerciais?, criticou Marcos. ?Não custava nada fazer o nosso jogo no sábado. Não vou nem ligar a TV domingo à noite, porque já sei o que eu vou ver?, emendou o goleiro, temendo uma tragédia.Marcos fez um apelo aos torcedores para que não haja violência. Já havia feito o mesmo antes do clássico com o Corinthians, em outubro. Mas não adiantou nada. Um palmeirense e um corintiano acabaram assassinados. ?Está na hora de isso acabar. Senão, vai chegar uma hora em que não falaremos de uma ou duas mortes, mas de dezenas?, disse o goleiro, na época. ?Mas não adianta eu falar nada. Eu sou jogador, não resolvo nada.?Durante a semana, a diretoria também pediu a antecipação do jogo. Segundo o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, a TV Globo, emissora que detém os direitos de transmissão, não colocou nenhum obstáculo para isso. O problema foi mesmo a CBF, que não quis conversa. ?O jeito é rezar para que não dê nada errado?, torce Marcos.Sobre o Fluminense, que perdeu seus últimos cinco jogos, o goleiro pediu atenção. ?No futebol, quem está por baixo pode dar a volta por cima a qualquer momento, assim como quem está bem pode cair?, alertou Marcos, emendando: ?O Palmeiras não pode desrespeitar o Fluminense de jeito nenhum. Eles estão numa fase ruim, mas até outubro estavam arrebentando. E têm jogadores que podem decidir uma partida, como o Tuta e o Petkovic, que bate falta muito bem.?O goleiro voltou a dizer que não está ?preocupado com a Seleção, mas com o Palmeiras?. Falou ainda que não espera sair de campo amanhã como ?herói da classificação? e explicou a importância de disputar a Libertadores. ?É o torneio que dá visibilidade a qualquer jogador. Veja o caso do Tevez, por exemplo. Antes de ele vir para o Corinthians, a gente já o conhecia dos jogos pelo Boca na Libertadores.?Marcos fez também um balanço do ano do clube. ?O Palmeiras acertou na contratação do Leão, do Juninho, do Gamarra. O erro foi nosso, dentro de campo. Falhamos em alguns jogos importantes.?

Agencia Estado,

03 de dezembro de 2005 | 09h23

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