Violenta, Holanda amarela outra vez

Pela terceira vez na história, e apesar do pragmatismo, Laranja Mecânica perde uma final de Copa

LUIZ RAATZ - estadão.com.br

11 de julho de 2010 | 18h03

SÃO PAULO - A laranja amarelou mais uma vez. E foi azedo. Pela terceira vez em sua história a Holanda é vice-campeã mundial. A seleção foi derrotada por 1 a 0 pela Espanha no Soccer City em Johannesburgo, neste domingo, 11, com um gol de Iniesta aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Veja também:

especialPAPEL DE PAREDE - 1024 / 1028

mais imagens GALERIA - Imagens da final

especial CRONOLOGIA: Copa, dia a dia

tabela TABELA - Jogos | Classificação

A Holanda apelou para a violência, foi covarde durante toda a partida e foi punida por isso. Robben teve duas chances na cara de Casillas, mas desperdiçou.  Foram sete cartões amarelos, um vermelho e nenhum gol.

A tão apregoada final do 'jogo bonito e bem jogado' não aconteceu. Parecia que ninguém queria fazer gol. Muita marcação, poucas chances de gol e entradas violentas caracterizaram a final. Na cena mais emblemática, De Jong entrou literalmente com o pé no peito de Xabi Alonso, mas levou apenas um cartão amarelo.

A Holanda optou por esperar a Espanha na defesa e parar o ataque adversário com faltas. Logo aos 4 minutos, em um lance de bola parada, Stekelemburg fez grande defesa em cabeçada de Sergio Ramos.

A Laranja Mecânica tinha muita dificuldade em sair do campo de defesa. Com a marcação espanhola muito adiantada, a defesa holandesa tinha de recuar a bola para Stekelemburg, que apelava para os chutões.

A partir da metade do primeiro tempo, a Holanda equilibrou a partida, mas as faltas começaram a ficar mais violentas. No placar do 'anti-fair play', a Holanda saiu na frente. Foram três cartões amarelos contra dois dos espanhóis.

Para coroar o não-futebol, aos 37, a Holanda tentou uma jogada ensaiada no escanteio, mas Mathijsen furou bisonhamente a bola.

SEGUNDO TEMPO. No começo do segundo tempo, as duas equipes erraram muito. Robben, com sua tradicional jogada de sair da esquerda, cortar para o meio e bater era quem mais perigo criava.

A Holanda, no entanto, continuava batendo. Em 15 minutos foram mais dois cartões amarelos. Já era goleada. Cinco a dois.

No primeiro momento de puro futebol da partida, aos 16 do segundo tempo, Sneijder fez lindo lançamento para Robben. Sozinho, cara a cara com Casillas, o atacante chutou, mas o goleiro espanhol tirou com a ponta do pé.

Holanda HOLANDA0
Stekelemburg, Van der Wiel  , Heitinga , Mathijesen  e Van Bronckhorst  (Braafheid); Van Bommel  , De Jong  (Van der Vaart) e Sneijder; Robben  , Van Persie  e Kuyt (Elia)
Técnico: Bert van Marwijk
Espanha ESPANHA1
Casillas, Sergio Ramos  , Piqué, Puyol  e Capdevilla  ; Busquets, Xabi Alonso, Xavi  e Iniesta  ; Pedro e Villa Técnico: Vicente del Bosque
Técnico: Vicente del Bosque
Gols: Iniesta, aos 11 do segundo tempo da prorrogação

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Público: 84.490 pessoas

Estádio: Soccer City (Johannesburgo)

Aos 24, foi a vez de Villa perder um gol feito. Navas, que tinha entrado pouco antes, cruzou pela esquerda, a defesa furou e o atacante chutou na pequena área, mas Heitinga tirou com a ponta do pé.

Robben teve outra grande chance aos 39. Ganhou na corrida de Puyol, mas parou aos pés de Casillas. A partida encaminhava para a prorrogação.

PRORROGAÇÃO. No começo do primeiro tempo extra, Stekelenburg fez uma defesa excepcional a armou um contra-ataque desperdiçado por Robben.

Bert van Marwijk então ousou. Sacou o violento de Jong e colocou o criativo Van der Vaart. O cansaço, o nervosismo e o medo de tomar gol, no entanto, fazim o jogo cada vez mais travado e no caminho para a terceira decisão por pênaltis da história.

Aos 3 do segundo tempo da prorrogação, Heitinga parou Iniesta com falta na entrada da área, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

A Espanha pressionava, mas pecava nas finalizações. Aos 11 da última etapa, Iniesta recebeu livre e bateu com raiva, para decretar o terceiro vice-campeonato da Holanda. O lance, no entanto, se originou de um tiro de meta mal assinalado pelo juiz Howard Webb. A falta de Sneijder havia batido em Fabregas.

Tudo o que sabemos sobre:
Copa 2010futebolHolandaEspanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.