Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Visitantes vencedores ajudam a elevar confiança da seleção antes da Copa

Parreira, Zagallo e Edmílson estiveram nos treinos do Brasil na Granja Comary e em Londres

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 19h10

A privacidade é uma das marcas da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo da Rússia. Até a estreia, no dia 17 de junho, contra a Suíça, serão nove treinos totalmente fechados e nos vários parcialmente abertos o tempo máximo para a imprensa trabalhar é de 30 minutos. Torcedor então, nem pensar. Isso não quer dizer que o grupo não possa receber visitas ilustres. Na primeira semana da preparação, em Teresópolis, Carlos Alberto Parreira e Zagallo foram à Granja Comary, em Teresópolis. Em Londres, já teve treino acompanhado pelo ex-zagueiro Edmilson, campeão do mundo em 2002.

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A presença de visitantes ilustres, de preferência vencedores com a seleção, é bem-vinda às vésperas do início da luta pelo hexacampeonato. Podem ajudar a aumentar o moral e a confiança do grupo, jogadores principalmente. Não é, porém, algo planejado por Tite e sua comissão técnica. No entanto, sempre que alguém com "conteúdo" quiser assistir a um treino ou até ir à concentração e tomar a iniciativa de "se convidar", será bem recebido.

Zagallo foi à Granja a convite de Tite, até como forma de retribuição da visita que fez ao Velho Lobo, em sua casa, quando assumiu a seleção, quase dois anos atrás. "Sou extremamente grato ao Zagallo por ter me recebido em sua casa. Eu não tinha a experiência de seleção e ele me tranquilizou. Eu o admiro por sua conduta pessoal e profissional. Eu o tenho como mestre", disse Tite.

Com participação em sete Copas, exercendo várias funções, campeão como treinador (1958/1962) e treinador (1970), Zagallo conversou também com os jogadores e, bem ao seu estilo, disse acreditar totalmente no título. "Quando estiver tocando o Hino Nacional, podem ter certeza de que Zagallo estará lá com vocês. Nós vamos ganhar esse hexa", disse aos jogadores durante o almoço.

Parreira foi a Teresópolis no sábado passado, último dia de preparação no Brasil. Também conversou com os jogadores, dando "moral" ao grupo. "A gente sentiu um ambiente muito bom, positivo, eles estão preparados para chegar na Rússia e buscar o título", disse o treinador campeão mundial de 1994.

Apesar de Zagallo e Parreira terem conversado com os jogadores, essa não é uma "obrigatoriedade" dos visitantes. Edmilson, por exemplo, esteve no CT do Tottenham na terça-feira durante o treino, conversou bastante com o coordenador de seleções, Edu Gaspar, mas apenas cumprimentou os atletas.

Amigos também são bem-vindos. Nesta quarta-feira, Tite recebeu a visita de Joel Cornelli. Gaúcho, ele também é treinador e recebeu ajuda do comandante da seleção, que o indicou para alguns clubes do Sul do país no passado. Atualmente, Cornelli trabalha nos Emirados Árabes.

Essas participações discretas também são bem-vistas. Na comissão técnica, a visão é que a presença de vencedores contribui para melhorar o astral. Mais importante do que isso é que há, também, consciência total de que sem uma preparação adequada nenhum subterfúgio ajudará a seleção.

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