Martin Meissner/AP
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Vítima de atentado, Bartra diz que viveu '15 minutos mais longos e duros da vida'

Zagueiro passou por cirurgia no braço direito e ficará afastado dos gramados por quatro semanas

Estadão Conteudo

14 de abril de 2017 | 14h14

O zagueiro espanhol Marc Bartra, do Borussia Dortmund, disse nesta sexta-feira que as explosões contra o ônibus da equipe na última terça 'foram os piores 15 minutos de sua vida'.

Único ferido nas três explosões que atingiram o ônibus da delegação do time alemão, a poucas horas da partida contra o Monaco, pela ida das quartas de final da Liga dos Campeões, que acabou sendo realizada apenas na quarta-feira, o defensor ficará quatro semanas afastado dos gramados por causa dos ferimentos que sofreu na mão e no braço direito.

"A dor, o pânico e a incerteza de não saber o que estava acontecendo, nem por quanto tempo duraria... Foram os mais longos e duros 15 minutos da minha vida", escreveu o jogador por meio de sua página no Instagram.

"A única coisa que peço é que vivamos todos em paz e deixemos as guerras. Quando vejo minha mão inchada e ferida, sinto orgulho, pensando que todo o dano que queriam fazer a nós na terça resultou apenas nisso", ressaltou Bartra na carta emocionada que publicou na rede social.

Por causa do sério episódio de violência ocorrido na última terça, o espanhol ficará quatro semanas afastado do Borussia Dortmund. Ele foi operado na noite da última terça-feira, horas depois de ter fraturado o seu antebraço e sofrido perfurações por detritos das explosões que danificaram uma das vidraças do ônibus do Borussia. As explosões também estouraram os pneus do veículo, que então acabara de sair do hotel onde o time estava concentrado e estava a caminho do estádio Signal Iduna Park.

Bartra não chegou a correr risco de morte por causa dos ataques e na última quarta-feira veio a público nas redes sociais para afirmar que estava bem e motivado para torcer pelo Borussia contra o Monaco, que poucas horas mais tarde derrotaria o time alemão por 3 a 2, em Dortmund, pelo confronto de ida das quartas de final.

Nesta quinta, porém, ele não escondeu a emoção na carta que publicou na rede social, na qual deixou claro que se sente um privilegiado por ter escapado com vida do atentado. "Creio que o choque destes dias vai diminuindo cada vez mais e ao momento se somam a vontade de viver, de lutar, de trabalhar, de rir, de chorar, de sentir, de querer, de crer, de jogar, de treinar, de seguir desfrutando do meu povo, seres queridos, companheiros, de minha paixão, de defender, de sentir o cheiro do gramado antes de começar a partida e me motivar", escreveu.

Também na última quarta-feira, a polícia alemã confirmou que encontrou perto do lugar onde ocorreram as explosões uma carta cujo conteúdo indicaria motivação extremista islâmica para o ataque ocorrido na terça-feira. Promotores de Justiça da Alemanha prenderam um suspeito na quarta e, segundo Frauke Koehler, a porta-voz da promotoria, dois suspeitos estavam sendo investigados nesta linha de apuração da polícia. Em entrevista coletiva, ela revelou que as autoridades fizeram uma busca no apartamento dos dois suspeitos e que um deles foi detido.

A carta, ainda segundo a porta-voz, pediria que a Alemanha interrompesse o envio de aviões de reconhecimento que ajudam no combate ao Estado Islâmico e que o país fechasse a base aérea dos Estados Unidos em Ramstein, em solo alemão.

Desfalque pela primeira vez já na última quarta-feira, Bartra voltará a ser baixa do Borussia no sábado, quando o time enfrenta o Eintracht Frankfurt pelo Campeonato Alemão. Em seguida, na quarta-feira, ele ficará fora também do duelo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões, na França, onde a equipe de Dortmund precisará marcar ao menos dois gols para ter chance de avançar às semifinais.

 

 

Hoy he vuelto a recibir en el hospital la visita que más feliz me hace. Ellas son mi todo, la razón por la que lucho para superar siempre los obstáculos y este ha sido el peor de mi vida, una experiencia que no desearía a nadie en este mundo. El dolor, el pánico y la incerteza de no saber lo que estaba pasando, ni cuánto tiempo duraría... fueron los 15 minutos más largos y duros de mi vida. A todo esto os quiero decir, que creo que el shock de estos días va disminuyendo cada vez más y a la vez se suman las ganas de vivir, de luchar, de trabajar, de reír, de llorar, de sentir, de querer, de creer, de jugar, de entrenar, de seguir disfrutando de mi gente, seres queridos, compañeros, de mi pasión, de defender, de oler el césped como hago antes de que empiece el partido y motivarme. De ver las gradas llenas de personas que aman nuestra profesión, gente buena que sólo quiere que le hagamos sentir emociones para olvidarse del mundo y sobre todo de este mundo en el que vivimos, cada vez más loco. Lo único que pido, LO ÚNICO, es que vivamos TODOS en paz y dejemos atrás las guerras. Estos días cuando me miro la muñeca, hinchada y malherida, sabéis qué siento? Orgullo. La miro orgulloso pensando en que todo el daño que querían hacernos el martes, se quedó en esto. Gracias a los doctores, enfermeras, fisioterapeutas y personas que me ayudan a recuperar y que la muñeca quede perfecta. A las miles y miles de personas, medios, organizaciones de todo tipo, el BVB y compañeros, que me habéis hecho llegar vuestro apoyo y cariño. Por pequeño que sea, me ha llenado increíblemente de fuerzas para seguir SIEMPRE adelante. Necesitaba escribir y desahogarme y así zanjar todo para ya solo pensar en ponerme al 100% lo más pronto posible! Un saludo muy grande! Marc

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