Javier Lizion/EFE
Javier Lizion/EFE

Vítima, lateral Marcelo diz ser 'mais forte' que racismo

Brasileiro ouve parte da torcida do Atlético de Madrid chamá-lo de 'macaco'

Agência Estado

07 de fevereiro de 2014 | 09h57

MADRI - O lateral-esquerdo Marcelo foi vítima de manifestações racistas da torcida do Atlético de Madrid no clássico diante de sua equipe, o Real Madrid, na primeira partida da semifinal da Copa do Rei da Espanha, realizada na última quarta-feira. Após o apito final do árbitro, quando fazia aquecimento, o brasileiro ouviu parte da torcida do rival chamá-lo de "macaco".

"Eu gostaria de agradecer a todos vocês pelo suporte que me deram. Apesar de não ser a primeira vez que isso acontece, posso garantir que somos mais fortes que qualquer tipo de preconceito. Isso jamais afetará a mim ou a minha família", escreveu o jogador em sua página no Twitter, agradecendo o apoio dos fãs e dos torcedores do Real Madrid.

O racismo da torcida do Atlético não parou no jogador brasileiro e as provocações atingiram também seu filho. Pouco depois de ser chamado de "macaco", o lateral recebeu seu filho Enzo em campo com um abraço e ouviu os torcedores cantarem: "Marcelo não é seu pai".

Esta não foi a primeira vez que Marcelo foi alvo de racismo na Espanha. No ano passado, o jogador já havia sido ofendido por torcedores do Valencia, que, na ocasião, também o chamaram de "macaco". A Federação Espanhola deverá se manifestar, certamente cobrada pela Fifa, que levanta há anos a bandeira contra o racismo no futebol.

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