Carla Carniel/REUTERS
Carla Carniel/REUTERS

Vítor Pereira, técnico do Corinthians, aposta em estratégia simples e ataca critérios da arbitragem

Retornando ao comando do time alvinegro após diagnóstico de covid, treinador português revela que mudanças no intervalo foram cruciais para vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza

Redação, Estadão Conteúdo

01 de maio de 2022 | 22h05

Ausente do último compromisso corintiano diante do Boca Juniors por ter sido diagnosticado com covid-19, o técnico Vítor Pereira esteve de volta ao seu habitat natural, na vitória de 1 a 0 do Corinthians sobre o Fortaleza. Para enxergar o caminho que o levou a furar o esquema adversário, ele disse que estudou o posicionamento da sua equipe e procurou acertar o posicionamento na volta do intervalo.

"O que temos de fazer é ver o que está acontecendo, é a leitura. Estávamos com grande dificuldade de controlar a largura (do campo) de administrar o jogo. Estávamos empurrados para trás sem capacidade de pressão. O William estava longe de uma zona em que poderia fazer a diferença. Corrigimos isso e no segundo tempo tivemos situações em que poderíamos ter marcado o segundo gol", afirmou o treinador.

Vítor Pereira aproveitou a coletiva também para falar da arbitragem. Segundo ele, alguns princípios devem ser preservados. "Não gosto de comentar se o árbitro errou, mas claramente o que temos que defender é o futebol. Defender o futebol é ser contra entradas maldosas no limite da violência. Se permite uma, duas, três entradas, eles vão ganhando confiança e dando pancadas. O Willian fartou-se de apanhar. O Paulinho está com uma lesão no ligamento."

A bronca do treinador português segue a linha de defender o seu elenco e também fazer um alerta ao que tem se praticado dentro de campo. "Se não defender o futebol, mais jogadores da minha e de outras equipes vão sofrer esse tipo de entrada. É motivo para refletir um bocadinho", comentou.

A vitória trouxe também um alívio no ambiente do clube que esteve bastante carregado após a derrota de 3 a 0 para o Palmeiras. Vítor Pereira deu ênfase ao assunto para também criticar o calendário.

"Eu quando aceitei vir para o Corinthians, olhei para o calendário. Conversei um bocadinho com meu estafe. Somos treinadores de treino para preparar jogo. Acontece que quando se olha para o calendário, joga-se hoje, já vamos viajar, não vamos treinar, nunca há uma sequência de treinos que nos permita tornar uma equipe mais consistente. São jogos atrás de jogos e ganhar todos é impossível. Temos três meses de trabalho. Não podemos andar com comparações", afirmou Vítor Pereira.

Por fim, ele falou da nova safra corintiana e disse gostar de trabalhar com o que tem em mãos no Corinthians. "Das maiores alegrias que tenho no futebol é poder trabalhar com esses meninos que têm potencial. O que falta apenas é um pouquinho de maturidade. O Gustavo está com uma tendinite crônica, mas é um jogador rápido. Estamos tentando controlar esse problema. Mantuan e Adson também têm qualidade e vão evoluir. E temos mais gente na academia com esse potencial. E precisamos deles", finalizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.