Vitória bate Corinthians e se classifica

Durou apenas quatro jogos a ilusão dos corintianos de que seu time, finalmente, deixava para traz a má fase que o assola há mais de um ano. Nesta quarta-feira, em Salvador, a equipe de Oswaldo de Oliveira não teve competência e personalidade para tirar vantagem da vitória por 1 a 0 no jogo de ida e acabou derrotada por 2 a 0 pelo Vitória. Assim, o Corinthians está eliminado da Copa do Brasil. Na semifinal os baianos enfrentarão o Flamengo, que passou pelo Grêmio. Os paulistas até que começaram bem a partida, motivados pela estratégia de marcar o primeiro gol. Logo aos 11 minutos, Marcelo Ramos recebeu passe de Gil dentro da área e chutou no canto direito do goleiro Juninho. A bola tocou na trave, mas deu ânimo aos visitantes. Porém, bastou o time da casa abrir o placar ? Adaílton aos 23 ? para que os jogadores do Corinthians voltassem a exibir falta de confiança e personalidade. Ninguém assumiu a responsabilidade de comandar o grupo e a bola parecia queimar nos pés dos corintianos. Aos 20 minutos do segundo, Magnum, num chute de longa distância, fez o segundo gol, que garantiu a classificação do Vitória. Na última chance, o volante Rincón foi empurrado dentro da área antes de concluir de cabeça. O lance revoltou jogadores e integrantes da comissão técnica, que invadiram o campo após o encerramento do jogo para pressionar o juiz mineiro Alício Pena Júnior. Até a noite desta quarta-feira não estavam previstas manifestações de protesto. Porém, todos na delegação já sabem que o clima, logo no desembarque, será de frieza. Isso para citar a melhor das hipóteses. No Parque São Jorge as críticas ao trabalho de Oswaldo devem voltar fortes. O problema é que o primeiro da lista para sucedê-lo, Emerson Leão, já acertou com o Cruzeiro. Definição ? Eliminação à parte, a diretoria vai se reunir nesta quinta-feira à tarde. Na pauta, além das críticas ao time e ao juiz, o acerto dos últimos detalhes para anunciar Paulo Angione como novo cartola do Futebol. Entre tais ?detalhes? está a denominação do cargo. Angione, que estava no Fluminense, vem para ocupar a vaga deixada por Roberto Rivellino, até então chamada de direção técnica. Contudo, estuda-se a alteração para diretoria de Futebol. Embora, à primeira vista, a mudança não represente grandes novidades, a chegada de Angione vai alterar o panorama administrativo no Parque São Jorge. A principal conseqüência recairá sobre Citadini, que deve ficar mais afastado do dia-a-dia do futebol corintiano. Pessoas próximas ao vice-presidente já lhe aconselharam a aceitar esse distanciamento. O próprio Citadini, apesar de relutar bastante, reconhece que está cansado do ritmo imposto pelo gerenciamento direto do futebol ? as seguidas viagens e os compromissos no Tribunal de Contas do Estado, onde é conselheiro, têm tumultuado seu dia-a-dia. Daí a necessidade de contratar alguém para a função. Uma vez a diretoria esteja completa, Citadini deve se dedicar mais a cuidar dos interesses corintianos em outras esferas esportivas. Com bom trânsito no mercado e reconhecido como advogado gabaritado, o cartola será destacado para representar o clube em encontros da cúpula esportiva (entenda-se Confederação Brasileira de Futebol, Clube dos 13 e Ministério do Esporte).

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