Vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro abafa crise no Morumbi com a saída de Leão

Com falhas nas defesas dos dois lados, time paulista leva a melhor diante do Cruzeiro: 3 a 2

Mateus Silva Alves, estadão.com.br

30 de junho de 2012 | 20h43

SÃO PAULO - O São Paulo precisava de uma vitória para aliviar sua crise e uma vitória foi o que ele obteve em Belo Horizonte. Em uma partida em que as duas defesas escancararam sua fragilidade, o Tricolor levou a melhor e bateu o Cruzeiro por 3 a 2, no Independência.

O Cruzeiro iniciou o jogo decidido a fazer um gol logo de cara. O time da casa marcava perto da área são-paulina e deixava os adversários sem ar. Só que logo as coisas começaram a ficar difíceis para os mineiros. O São Paulo tinha muito espaço para contra-atacar e acumulava chances de gol. O futebol é mesmo irônico: o Cruzeiro atacava e atacava, mas quem chegava perto do gol era o Tricolor.

Em um desses contra-ataques, Jadson só não abriu o placar porque errou um chute cara a cara com o goleiro Fábio. Pouco depois, no entanto, não teve erro. Ou melhor, teve, do zagueiro Rafael Donato, que cortou mal um passe de Douglas e deixou a bola a caráter para Luis Fabiano marcar.

Um minuto depois, Rafael, estreante do dia, redimiu-se com um gol de cabeça. Era o São Paulo usando a velocidade de um lado e o Cruzeiro atacando com bolas altas do outro. A partida era aberta, um duelo entre dois times com muito ataque e nenhuma defesa. E logo o São Paulo voltou a mandar no placar, graças a um gol de Lucas.

Milton Cruz, o eterno interino, apostou em uma formação com três zagueiros para dar mais segurança à defesa, mas a coisa não funcionou muito bem. O trio de beques estava mal protegido e sofria com as investidas em velocidade do Cruzeiro. Sem falar que cada cruzamento pelo alto era um pesadelo para os são-paulinos.

De bom, o São Paulo teve a presença de seus alas no ataque. Douglas e Cortez tinham muitos metros para correr e atormentaram a defesa mineira. E, claro, o poder de fogo da dupla formada por Lucas e Luis Fabiano fez uma diferença danada a favor do time paulista.

No segundo tempo, Jadson marcou logo no começo e Rafael Donato diminuiu a desvantagem do Cruzeiro pouco depois. Tudo do jeitinho que foi no primeiro tempo: o gol tricolor saiu em uma jogada de velocidade e o mineiro, em outro escanteio. De novo em um contra-ataque, o São Paulo conseguiu um pênalti, que Luis Fabiano perdeu – Fábio dez a defesa. E o Tricolor sofreu até o fim, mas aguentou a pressão. Como em uma luta entre dois boxeadores pouco afeitos a se defender, levou a melhor quem teve mais pegada.

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