Vitória no clássico para fugir da crise

Entre o céu e o inferno. É com essa perspectiva que São Paulo e Palmeiras decidem nesta quarta-feira uma vaga para as quartas-de-final da Copa Libertadores. Quando a bola rolar, às 21h50, no Morumbi, os times terão apenas uma certeza: ao eliminado, só restará a crise. A situação é pior para o Palmeiras, que investiu alto em contratações, não vence há cinco jogos e vê o trabalho do técnico Paulo Bonamigo questionado. A eliminação também causaria danos ao São Paulo, que deixaria de arrecadar com os jogos em casa e veria desabar o sonho dos torcedores de voltar a conquistar o torneio."O Palmeiras tem de fazer o jogo da vida, o mais importante do ano", admite o técnico Paulo Bonamigo. "É um divisor. Se passar, vai alavancar o time. Se perder, é difícil antecipar o impacto, mas a temporada tem seu prejuízo." Os são-paulinos também estão conscientes dos riscos do confronto. "Uma derrota gera crise, desconfiança e polêmica. Temos de estar preparados para tudo", disse o lateral Cicinho, destaque do São Paulo.Por ter vencido o primeiro duelo por 1 a 0, no Palestra Itália, os tricolores têm a vantagem do empate. E também são favorecidos pelo retrospecto: este ano, jogaram 16 vezes em casa, com 14 vitórias e apenas uma derrota. Dos 13 jogos que fizeram fora de seus domínios, os palmeirenses ganharam apenas três e perderam seis.Outra vantagem do São Paulo é a volta de Lugano, Júnior, Luizão e Grafite. "Sem esses jogadores, perdemos 40% da nossa capacidade técnica e física", aponta o técnico Paulo Autuori. A superação é a tônica dos palmeirenses, que confiam no futebol de Juninho Paulista e Marcinho. "O fator psicológico atrapalha mais, porque as dificuldades de entrosamento podem ser compensadas com a qualidade técnica", comentou Correia.

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