Vitória ou crise, dilema do Grêmio

O Grêmio vive um momento crucial nesta quarta-feira, quando enfrenta o Peñarol, pela Copa Libertadores da América, em Porto Alegre. A vitória significa a classificação para as oitavas-de-final, um alívio para a crise de um clube que só venceu dois jogos oficiais neste ano e a manutenção de Tite no comando do time. Outros resultados seriam trágicos e deixariam o tricolor na dependência de conseguir pontos na última rodada do Grupo 5, dia 10, contra o Bolívar, em La Paz, onde a altitude é um adversário quase imbatível até para times em boa fase, o que não é o caso do Grêmio. Para fugir das críticas e cobranças, o Grêmio preferiu passar dois dias treinando em Canela, na Serra gaúcha, em regime de isolamento e concentração total. Os atletas admitem que jogarão também pela permanência de Tite. E o técnico pode voltar a usar o esquema 3-5-2 que havia trocado para o 4-4-2 na fracassada estréia no campeonato brasileiro, quando foi derrotado pelo Atlético-PR por 2 a 0. A definição depende do departamento médico. Se Claudiomiro, machucado, se recuperar, o time terá dois zagueiros e um líbero. Se não, os laterais terão funções mais defensivas para ajudar a proteger os dois zagueiros. Assim como o Grêmio, o Peñarol tem sete pontos e depende de uma vitória para antecipar a classificação. O técnico Diego Aguirre considera o empate um bom resultado porque acredita que o time uruguaio pode conquistar o outro ponto necessário no México, onde enfrenta o Pumas na última rodada. O lateral-direito hondurenho Turcios será deslocado para a lateral-esquerda para substituir Fajardo, machucado, e deixará seu lugar para Herrera. No outro jogo da penúltima rodada, o Bolívar ganhou do Pumas por 2 a 0, dia 26 de março. Com o resultado, os bolivianos e mexicanos ficaram com seis pontos cada. A situação é igual para os dois times. Quem vencer na rodada de encerramento da fase se classifica.

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