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Ricardo Duarte|Divulgação
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Vitória vai usar fraude de documentos do Inter no STJD para se defender na Suíça

Audiência decisiva sobre rebaixamento do Internacional começou nesta manhã na Suíça

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 05h14

LAUSANNE – A equipe legal do Vitória vai usar, diante dos juízes do Tribunal Arbitral dos Esportes (TAS, sigla em francês), o fato de o Internacional de Porto Alegre ter adulterado emails e mensagens aos apresentar dados ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Quem faz o anúncio é Augusto Vasconcelos, diretor-jurídico do time, que está na Suíça. "Certamente vamos usar isso. Esse será um dos temas tratados", disse.

Hoje, às 9h do horário local (4 h do horário brasileiro), começou a audiência decisiva para o Inter, que vai tentar sua última cartada nesta terça-feira, 4, para voltar à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Com uma equipe de advogados brasileiros e estrangeiros, o clube apresentará sua versão aos juízes do TAS, órgão máximo de decisão e com sede em Lausanne, na Suíça.

"Temos a convicção de que o Vitória não cometeu qualquer irregularidade", disse o representante do Vitória, ao entrar para a audiência. "Temos a certeza de que o Tribunal vai manter a decisão e o Vitória vai permanecer na primeira divisão. Infelizmente, o Inter tenta reverter o resultado que não obteve em campo através de uma manobra jurídica", insistiu.

O time gaúcho foi rebaixado no ano passado. Mas, desde então, vem alegando que o Vitória entrou em campo com o jogador Victor Ramos de forma irregular, depois de não o registrar como uma transferência internacional. Se isso for comprovado, o time baiano poderia ser punido com a perda de pontos e, assim, entraria na lista dos rebaixados, no lugar do Inter. 

No Brasil, o caso foi arquivado. Um golpe ainda foi a decisão do STJD de anunciar que os documentos que o Inter havia apresentado estavam adulterados. Isso incluía emails e outras comunicações. Esse será um dos pontos da defesa do Vitória, na esperança de convencer os árbitros internacionais da suposta manipulação do Inter.

Confiante, a equipe de Porto Alegre contava com Rogerio Pastl, Diego do Canto e Gustavo Juchem, além de dois advogados estrangeiros. Para eles, a mera realização da audiência na Suíça já é uma "vitória". 

Os advogados do Internacional conseguiram convencer o TAS sobre a necessidade de se antecipar um julgamento. No planejamento original apresentado pelo tribunal para os meses de março e abril, o caso “Victor Ramos” não aparecia na agenda. Mas com as séries A e B do Brasileirão começando no início de maio, os advogados do Inter justificaram que uma decisão era necessária.

Para esta terça-feira, o TAS estima que a audiência com os advogados do Inter, do Vitória e da CBF possa levar sete horas. Mas uma decisão não deve ser anunciada no mesmo dia.

Entre as possibilidades, os árbitros podem simplesmente punir o Vitória, com uma multa e a retirada de pontos. Mas também podem apenas ordenar ao STJD que reabra o caso e examine as provas de ambas as partes. 

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