Volante Edu culpa médicos do Valencia por lesão no joelho

O meia Edu (ex-Corinthians e Arsenal) culpou a dieta passada pelos médicos do Valencia pela ruptura dos ligamentos de seu joelho direito. "Estou quase certo, mas não totalmente porque não sou médico, que sofri a lesão porque estava magro. Não podia jogar com os 77 quilos que estava pesando." O meio-campo rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em novembro, na derrota de 3 a 0 de sua equipe para o Villarreal, pelo Espanhol. O tempo de recuperação estava estimado em seis meses."Se minha perna estivesse forte e preparada, não teria me machucado. Foi falha minha aceitar algumas coisas que eu sabia que não me faziam bem", disse o brasileiro. Esta não foi a primeira lesão do jogador desde que ele começou a vestir a camisa do clube espanhol, procedente do Arsenal. Pouco depois de chegar à equipe, ele rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Além disso, o jogador esclareceu que completará sua recuperação no Brasil, ao contrário do que aconteceu da outra vez. "Não quero mudar de tratamento na metade do processo, como ocorreu da outra vez, e por isso concluirei o tratamento no Brasil. Minha intenção é reduzir os prazos de recuperação. Se estiver bem, em cinco meses posso voltar ao grupo. Volto na quinta-feira porque não posso perder tempo", destacou. Sobre sua atual visita a Valência, o jogador disse que foi por decisão própria e para que o departamento médico pudesse comprovar que o trabalho que realiza no Reffis (centro de prevenção de lesões e fisioterapia e fisiologia) do São Paulo é o mais adequado. Edu disse que sempre está junto ao lateral-direito Cicinho, do Real Madrid (que teve seu joelho direito operado), que também se recupera no clube paulista. "Almoço e janto com ele quase sempre. Brincamos sobre nossas equipes, falamos sobre quem está melhor", afirmou. O meia confessou ter passado por momentos muito difíceis após sua última lesão, e até chegou a pensar em largar o futebol. "Pensava que não voltaria a jogar. Não sabia se teria força para voltar. Não tinha vontade de treinar, só queria ficar em casa e não fazer nada", comentou. No entanto, ele destacou a importância da ajuda de sua família para voltar à rotina. "Em princípio, o trabalho foi mais psicológico que de fisioterapia. Estava triste comigo mesmo, já que não entendia como a mesma coisa podia ter acontecido duas vezes", completou.Ao falar sobre o atual momento do Campeonato Espanhol, o ex-jogador do Corinthians disse que as equipes que estão na ponta têm problemas para somar pontos. Para ele, tudo pode acontecer até o fim da competição.

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