Volta de Rodrigo Souto ajuda Leão a armar time do Santos

Desistência do Lokomotiv garante o volante na relação dos 25 inscritos para as oitavas da Libertadores

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2008 | 18h12

Enquanto os dirigentes do Santos estão indignados com a decisão do Lokomotiv Moscou de desistir da contratação do volante Rodrigo Souto, para Leão o fracasso nas negociações foi o que melhor poderia acontecer no momento. Como as possibilidades de o time chegar às semifinais do Campeonato Paulista são mínimas, a competição que resta para o primeiro semestre é a Libertadores. E da relação dos 25 jogadores inscritos para a atual fase, o treinador conta com pouco mais de um time, em razão de contusões e de problemas técnicos, para disputar os quatro jogos restantes. Caso a transferência de Rodrigo Souto se consumasse, restariam para o meio-de-campo Marcinho Guerreiro, Anderson Salles e Adriano, que sofreu uma lesão no ligamento colateral medial do joelho direito e não se sabe quando poderá voltar a jogar. Adoniran e Dionísio, que estavam encostados e voltaram a fazer parte dos planos de Leão, não estão entre os inscritos. E como Marcinho Guerreiro é um jogador que marca forte e sempre corre o risco de ser expulso, Leão poderia ficar sem volantes. Quando a saída de Rodrigo Souto parecia irreversível, Leão se apressou em pedir um jogador tão bom, ou melhor, para repor o volante em caso de classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. Naquele momento, o caminho parecia livre para o Santos passar à próxima etapa, mas com a vitória do Cúcuta contra o Chivas, em Guadalajara, a situação do grupo ficou mais equilibrada. Dos 25 jogadores inscritos para a primeira fase, Leão não terá mais Adailton, que operou o joelho e só volta a jogar em setembro ou outubro, e não sabe quando Fabão, curado da fratura no tornozelo esquerdo, vai entrar em ritmo de jogo. E esses desfalques são quase nada diante dos inúmeros problemas técnicos e disciplinares. Depois de discursar contra as contratações do equatoriano Michael Jackson Quiñonez, do chileno Sebastián Pinto, do argentino Mariano Tripodi e do colombiano Maurício Molina, dizendo que eram reforços sem o seu aval, Leão mudou radicalmente de comportamento. E para demonstrar respeito à hierarquia e que não persegue jogadores estrangeiros, inscreveu o quarteto na Libertadores, antes de conhecer potencial de cada um. Agora, ele já sabe que Quiñonez não serve nem para completar o time e que Tripodi está no mesmo nível de outros atacantes, enquanto Sebastián ainda não foi testado. A rigor, resta Molina. Outros dois inscritos de pouca utilidade são os garotos Tiago Luís e Alemão. Na última conversa que teve com a dupla, Leão sugeriu que falem menos e joguem mais. Porém, eles continuam enfeitiçados por supostos convites para jogar em clubes de ponta da Europa. O empresário Vagner Ribeiro, que cuida da carreira de Tiago Luís, diz que tem uma proposta para que ele jogue no Valencia, da Espanha, a partir de julho. A multa rescisória do jogador é de 30 milhões de euros, mas Ribeiro tenta convencer o Santos a aceitar cerca de 10% do valor, com direito a uma porcentagem em futuras negociações do atleta.

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