Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Voo de Wendell Lira atrasa e recepção em Goiânia fica para tarde

Familiares, torcedores e curiosos aguardam jogador no aeroporto

Isabela Bonfim, enviada especial a Goiânia, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2016 | 11h09

Familiares, torcedores e curiosos já se concentravam no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, desde 9h da manhã desta quarta-feira, 13, para receber Wendell Lira, ganhador do Prêmio Puskás da Fifa pelo gol mais bonito do mundo em 2015. A chegada à capital goiana estava prevista para esta manhã, mas com atraso no voo de Lisboa para São Paulo, Wendell só deve voltar à terra natal por volta das 16h.

A mãe Maria Edileuza e os irmãos Thalles e Paulo Roberto chegaram por volta das 11h ao aeroporto. Eles ainda não sabiam que o voo havia atrasado e foram informados pela equipe do Vila Nova, atual clube de Wendell. "Estou muito ansiosa e esse atraso aumentou mais a ansiedade, mas espero que ele aproveite cada minuto deste sonho que ele está vivendo", afirmou a mãe. 

Torcedores com camisa do Vila Nova e outros passageiros vieram cumprimentar a família. "Fico feliz não só por ele estar no Vila, mas por ser goiano", disse o advogado Cléver Marques, 60 anos, ao padrasto de Wendell. O gol premiado saiu com a camisa do Goianésia, mas Wendell fechou contrato de um ano com o Vila após ser confirmado entre os três finalistas do Prêmio Puskas.

O clube organizou uma recepção com eventos ao longo do dia, que deve ser reagendada em razão do atraso do voo. Os compromissos contavam com desfile em carro aberto pela capital goiana, além de um encontro com o governador Marconi Perillo (PSDB) às 16h.

RECEPÇÃO

Com faixas de apoio, as primas Kamila e Karynne Lira aguardavam no salão de desembarque. A tia, Jaciara Lira, funcionária do Ministério da Saúde, recebeu liberação no trabalho para acompanhar a chegada do sobrinho. "Lá no trabalho, todos acompanharam a premiação comigo. Hoje me liberaram para vir buscar o Wendell, porque estão todos felizes por ele", conta Jaciara. 

Curiosos e torcedores também já se acumulavam no aeroporto. Roberto Silva, 39, é natural do Estado de Goiás, mas mora em Belém do Pará há mais de uma década. De passagem pelo aeroporto em Goiânia, ele decidiu esperar para ver a chegada da nova estrela do futebol brasileiro. "Como goiano, fico muito feliz de saber da premiação dele", afirma. Ele conta que participou da votação da Fifa, aberta ao público pela internet. "Não poderia deixar de votar. Brasileiro não desiste nunca e ninguém quer ver um argentino na nossa frente", brinca. Wendell concorria com o argentino Lionel Messi, eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

O aposentado Alfredo de Souza, 61, veio ao aeroporto exclusivamente para receber Wendell. "Qual goiano não estaria feliz com a conquista dele?", indagou. Ele conta que acompanha a carreira do jogador desde que foi revelado pelo Goiás. Questionado se o gol mais bonito foi o de Wendell ou do Messi, ele não teve dúvidas. "O do Wendell, com certeza. O gol do Messi foi trabalhado, mas o gol do Wendell acontece de cem em cem anos." 

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