Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

'Vou implantar uma nova mentalidade na base', diz Alexandre Gallo

Coordenador da CBF quer unificar sistema tático e dá valor ao comprometimento

ALMIR LEITE, LUÍS MÔNACO, LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI, MARCIUS AZEVEDO E ROBSON MORELLI, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2013 | 07h35

SÃO PAULO - A bagunça que resultou no vexame da

ESTADÃO - Como difundir isso?

GALLO - A gente vai ter um congresso no dia 2 de setembro em que a gente vai apresentar a unificação das categorias da seleção brasileira. O Brasil é um país continental, não tem como unificar o futebol brasileiro. É bacana a gente achar que a Espanha unificou o trabalho, mas é do tamanho do Estado de São Paulo. Mas na base, que todo mundo tem um trabalho de médio prazo, dá para fazer. O Grêmio tem de ter a maneira Grêmio de jogar, o Corinthians tem de ter na base a maneira Corinthians de jogar. Eu não entendo a sub-15 jogar de um jeito, a sub-17 de outro, a 20 de outro...

ESTADÃO - Como é lidar com assédio de empresários aos garotos?

GALLO - Não tenho contato nenhum. Não existe pressão nem encheção. Nós fomos para a Argentina, não teve um pai, uma mãe, um empresário dentro do hotel. Porque nós avisamos para os jogadores: o primeiro que estiver com empresário em reunião, com material esportivo em reunião, com pai... volta para casa. Já tivemos sete convocações e não tivemos um minuto de atraso.

ESTADÃO - O fato de você ter sido jogador e estar dirigindo time profissional o torna mais respeitado pelos garotos?

GALLO - Com certeza. As categorias de base do Brasil sempre foram dirigidas por treinadores de base, preparadores físicos e fisiologistas de base. Agora são todos profissionais e o atleta entende quando isso acontece. É importante ele saber que está sendo dirigido por um profissional.

ESTADÃO - O exemplo da seleção na Copa das Confederações foi ótimo para você levar para os garotos...

GALLO - Foi espetacular. Isso não tem preço. O que aconteceu contra a Espanha foi só comprometimento tático. É o que o mundo pede.

ESTADÃO - O Marin disse que você é o treinador da Olimpíada e que se o Felipão não quiser continuar após a Copa você seria o sucessor natural. Você está preparado?

GALLO - Isso é uma hipótese que não quero ter, porque a gente está trabalhando em conjunto e eu quero que ele continue. A parceria nossa está tão legal, tão saudável e eu tenho muito a aprender na seleção brasileira. E estou aprendendo muito com ele e com o Parreira.

ESTADÃO - Qual é o seu objetivo, então?

GALLO - Meu objetivo não pode ser outro que não a Olimpíada de 2016. Meu projeto é exclusivamente a Olimpíada. Essa é a minha meta. Quero ser o treinador da Olimpíada de 2016.

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