'Vou ser bastante crítico', diz Mauro Silva

Assistente técnico pontual da seleção vai observar os primeiros amistosos nos Estados Unidos

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2014 | 17h00

Convidado por Dunga e Gilmar Rinaldi para ser assistente técnico pontual da seleção, Mauro Silva terá como tarefa ser um observador atento nos dias em que o grupo estará reunido para os amistosos contra Colômbia e Equador. E, para colaborar com os amigos de longa data, com os quais foi campeão mundial em 1994, o ex-volante vai se valer, principalmente, da experiência adquirida no futebol e da franqueza aprendida na vida.

“A minha ideia é dar um feedback para o Gilmar e para o Dunga sobre o trabalho. Como está sendo feito, desde o meu ponto de vista, os pontos fortes e o que tem a melhorar’’, disse Mauro ao Estado. “É uma análise crítica, foi o que eles me pediram. Às vezes, o que a gente não gosta de ouvir, o que não é agradável, é importante. O verdadeiro amigo é aquele que é sincero, honesto, transparente, que fala as coisas como realmente elas são.’’

Aos 46 anos, tem se dedicado há quase uma década aos negócios do ramo imobiliário. Mas não deixou de acompanhar o futebol. E tem a experiência de quem jogou durante 10 anos na seleção (60 partidas) e 13 no Deportivo La Coruña espanhol.

A partir de amanhã, ele estará presente em todas as atividades da seleção nos Estados Unidos. Não vai participar de trabalhos de campo, mas garante olhar atento a tudo o que ocorrer. “Se eu achar que tem alguma coisa que tem de ser dita no momento, com relação a alguma coisa que está acontecendo, vou passar para eles. Mas o meu trabalho é mais de observação, de crítica.’’ Ele pretende ficar no banco, junto com a comissão técnica, durante os amistosos. Depois, irá elaborar um relatório daquilo que viu e observou.

Mauro Silva considera as críticas à volta de Dunga à seleção como algo que faz parte do futebol. “Lógico que como sou membro da comissão, minha opinião está condicionada. Mas o que eu posso dizer é que o Dunga já demonstrou na seleção que pode fazer um grande trabalho. Tenho convicção disso.’’

Três perguntas para Gilmar Rinaldi, coordenador técnico da seleção

1. Quais as diretrizes para esse início de trabalho?

Não tem muito segredo. O que vai gente vai tentar é resgatar o espírito de coletividade do time, priorizar sempre a parte coletiva. Não tem muito o que falar agora. É trabalhar e explicar para eles (jogadores) que a única forma de sair dessa situação difícil é recomeçar, reconstruir.

2. Existe a necessidade de obter resultados positivos rapidamente...

Eu não vou nem pensar em resultados. Só dá para pensar em trabalhar e deixar que os resultados sejam a consequência. Não dá para trabalhar pensando: ‘Eu preciso ganhar, tenho de ganhar’.

3. Ou seja, tentar trabalhar sem pressão...

Nós decidimos que, independentemente do que vier a acontecer, vamos tentar fazer o melhor, se esforçar. Buscar o melhor em qualidade e em excelência no trabalho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.