Wada apela em caso de doping de jogadores mexicanos

A decisão da Federação Mexicana de Futebol de absolver cinco jogadores flagrados em exame antidoping, por aceitar a explicação de que o consumo de carne contaminada foi o culpado pelos resultados positivos para a substância clembuterol, não foi bem recebida pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

AE-AP, Agência Estado

16 de agosto de 2011 | 14h54

Nesta terça-feira, a entidade informou que irá apelar à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) contra a decisão e apontou que não emitirá outros comentários sobre o assunto. A Wada exige uma punição de até dois anos de suspensão para atletas flagrados pela primeira vez no exame antidoping. A CAS ainda não definiu a data da audiência.

O goleiro Guillermo Ochoa, os zagueiros Francisco Rodríguez e Edgar Dueñas, e os meio-campistas Antonio Naelson, conhecido como Sinha, e Christian Bermúdez testaram positivo para a substância proibida durante a participação do México na conquista do título da Copa Ouro da Concacaf, disputada em junho.

O presidente da Fifa concordou com a decisão da Federação Mexicana e afirmou que "definitivamente se trata de um caso de contaminação por alimento". Até o presidente do país, Felipe Calderón, apoiou os jogadores e confirmou que o México atravessa um problema de contaminação de carne.

Este não é o primeiro caso recente de absolvição no qual a Wada interfere. A entidade apelou contra a decisão da Federação Espanhola de Ciclismo de absolver Alberto Contador, que também apontou o consumo de carne contaminada para explicar a quantidade de clembuterol contida em sua urina. O recurso ainda não foi julgado.

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