Washington marca e São Paulo vence o Palmeiras pelo Paulistão

Resultado praticamente garante classificação da equipe tricolor às semis, enquanto rival perde a invencibilidade

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

28 de março de 2009 | 18h18

Alex Silva/AE

Washington comemora o gol da vitória do São Paulo sobre o Palmeiras por 1 a 0, no Morumbi

SÃO PAULO - Diante de um público acanhado no Morumbi, o São Paulo venceu o Palmeiras por 1 a 0 na tarde deste sábado, em partida válida pela 17.ª rodada do Campeonato Paulista, ficando perto da classificação às semifinais e, de quebra, terminando com a invencibilidade no rival na competição.

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O resultado deixa o São Paulo numa posição confortável no Paulistão, com 36 pontos, na segunda colocação - o Corinthians ficou com 35 e caiu para terceiro após empatar contra o Guarani. A classificação já pode acontecer no domingo, caso a Portuguesa perca para o Marília. Diante de tal cenário, Muricy Ramalho veria seu plano dar certo, tendo tempo de sobra para preparar o time para os jogos da Copa Libertadores.

Apesar da derrota para o rival, o Palmeiras deve ratificar sua vaga como primeiro colocado na próxima terça-feira diante do Oeste, às 19h30, em Itápolis. Provavelmente o técnico Vanderlei Luxemburgo escalará um time misto, já que visa o confronto diante do Sport pela Libertadores, no dia 8 de abril, que pode selar o destino da equipe na competição.

CLÁSSICO TRANQUILO

Ao contrário dos outros clássicos disputados no Campeonato Paulista, este foi tranquilo dentro e fora de campo, sem confusões com torcedores e policiais militares nas arquibancadas, e diretores quietos, sem travar uma batalha como outrora fizeram, principalmente no ano passado, nas semifinais no Paulistão.

A tranquilidade parecia algo surreal diante do cenário do clássico logo aos dois minutos, quando Washington recebeu ótimo cruzamento de Hernanes para cabecear e abrir o placar para o São Paulo, que dominou os primeiros 20 minutos. "Não podemos sofrer gols no começo dos jogos, como tem acontecido com consistência. Precisamos ter mais atenção", disse o atacante Keirrison, que passou em branco.

Perdido em campo e com uma formação que parecia não funcionar, tendo Marquinhos como meia de ligação na vaga do suspenso Diego Souza, o Palmeiras não exercia pressão alguma, apesar de ter o domínio da bola. O único lance palmeirense de destaque na primeira etapa foi num erro de marcação de André Dias, que deixou Pierre na cara do gol. O volante, no entanto, chutou em cima do goleiro Rogério Ceni, que fez boa defesa.

SEM OPÇÃO

Irritado, Vanderlei Luxemburgo buscou modificar sua equipe, tirando Willians e Marquinhos para as entradas de Ortigoza e Evandro, no começo do segundo tempo. As modificações surtiram efeito, mas, como acontecera anteriormente, o passe palmeirense não funcionava e, consequentemente, Rogério Ceni passou a ser mero espectador.

 São Paulo 1
Rogério Ceni; Zé Luís, André Dias    , Rodrigo e Júnior César    ; Jean, Arouca (Renato Silva), Hernanes e Jorge Wagner; Dagoberto     (Hugo) e Washington
Técnico: Muricy Ramalho
 Palmeiras 0
Marcos; Sandro Silva, Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Pierre, Jumar, Cleiton Xavier     e Marquinhos     (Evandro    ); Willians (Ortigoza) (Lenny) e Keirrison
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: Washington, aos dois minutos do primeiro tempo

Árbitro: Wilson Luiz Seneme

Renda: R$ 432.248,00

Público: 18.289 pagantes

Estádio: Morumbi, em São Paulo

Em contrapartida, o São Paulo arriscava alguns chutes aleatórios e se fechava à espera de um contra-ataque para marcar o segundo gol, o que não veio a acontecer, em parte à falta de sintonia entre Dagoberto e Washington. A dupla de ataque não trocava passes e chances eram desperdiçadas.

Washington, apesar de pouco acionado, foi o responsável pela melhor jogada de sua equipe no segundo tempo. O atacante fez belo papel de pivô e encontrou Júnior César livre pela esquerda. O lateral chutou forte, mas Marcos evitou o gol.

Na base do desespero, o Palmeiras ainda teve a chance de, ao menos, sair do Morumbi com o empate (equipe não vence no Morumbi há 13 jogos). Aos 42, Cleiton Xavier chutou forte e acertou a trave e, no rebote, Keirrison chutou fraco, facilitando a defesa de Rogério Ceni.

DUELO VENCIDO

Keirrison e Washington disputam a artilharia do Paulistão e foram os chamarizes do clássico. Na disputa direta, deu Washington, com o gol da vitória. O atacante, no entanto, não quis os louros da vitória. "O destaque [da vitória] foram meus companheiros, que jogaram bem para garantir esta vitória. É claro que é bom disputar artilharia, mas o que eu quero é ser campeão."

Na disputa pela artilharia da competição, Keirrison agora lidera por apenas um gol: 12 contra 11.

(Atualizado às 23h59)

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