Washington quer reajuste da Ponte

O atacante Washington, da Ponte Preta, até pode mesmo não ir para o Corinthians, mas com certeza ele espera por um reajuste salarial do clube. É o que ele pretende conversar com os dirigentes na sua apresentação marcada para dia 25, próxima segunda-feira. "Só espero que o meu futebol seja reconhecido onde é que eu for jogar. Se a Ponte me vender é melhor e, melhor ainda, se todo mundo ganhar com isso", comentou o jogador, por telefone, uma vez que ele está em Caxias do Sul-RS aproveitando o curto período de férias. Washington é um dos nomes mais comentados nos bastidores para se transferir ao Corinthians, que estaria disposto a pagar a multa rescisória calculada em US$ 1,2 milhão - o equivalente a R$ 3 milhões. O seu contrato com a Ponte vai até junho de 2002, recebendo perto de R$ 50 mil por mês. Artilheiro do Campeonato Paulista, com 16 gols, e da Copa do Brasil, com 11 gols, o atacante teve seu passe super valorizado, tanto que a própria Ponte Preta teria recebido propostas em torno de US$ 4 milhões de clubes do exterior. O jogador jura que não conversou com nenhum dirigente do Corinthians, mas confirmou que Cláudio Guadagno, ex-lateral do Palmeiras, São Paulo e Santos, é seu procurador para "alguns negócios particulares". Ele é que estaria negociando valores com a direção do Corinthians. Com relação à sua polêmica convocação à seleção brasileira, Washington garante apenas que cumpriu ordens. "Fiquei sabendo bem antes de minha convocação, bem como os dirigentes da Ponte também. Eles me liberaram e me apresentei muito contente", disse. O artilheiro, porém, não gosta de falar de sua suposta enfermidade: a diabetes. "Não tenho a doença e nem tomo insulina como ouvi dizer por aí. Muito menos deixo de realizar normalmente todos os treinamentos no clube", defendeu-se. Ele explicou apenas que num exame médico de rotina houve a constatação de uma taxa alta de glicose em seu sangue, o que lhe exigiu uma dieta alimentar especial.

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