Washington rejeita imagem de rebelde

O artilheiro Washington, da Ponte Preta, espera que a confusão protagonizada por ele após o jogo contra o Juventude, quarta-feira, em Campinas, não atrapalhe seus planos para disputar a sua primeira Copa do Mundo em 2002. Ele reconheceu que "na hora estava com a cabeça quente", e garantiu estar convicto de não ter cometido falta sobre o goleiro Diego. Ao término da partida, o atacante partiu para cima do juiz paranaense Heber Roberto Lopes indignado com a anulação de seu gol. Ele acabou cercado pelos auxiliares e também por policiais. Segundo Washington, o auxiliar Antonio Casagrande teria lhe agredido com a bandeirinha na altura do ombro esquerdo. A Ponte Preta vencia o Juventude por 1 a 0 e precisava de mais um gol para forçar a decisão da vaga na cobrança de pênaltis. O polêmico gol saiu nos acréscimos, aos 48 minutos, mas foi anulado pelo juiz, que deu falta do jogador. "Não foi falta porque, inclusive, eu estava de costas. E a bola não bateu no meu braço como alguns pensaram". Mesmo vencendo o jogo, por 1 a 0, a Ponte está desclassificada da competição, porque perdeu em Caxias do Sul-RS, na partida de ida, por 2 a 0. Fúria - O trio de arbitragem ainda teve que enfrentar a fúria de um grupo de torcedores e só deixou o estádio Moisés Lucarelli cerca de uma hora após o jogo, escoltados pela Polícia Militar. Mas Washington acha que a imagem de "rebelde" não vai emplacar, até porque, segundo ele, sempre demonstrou simpatia e humildade. "Confesso que estou muito chateado com tudo isso", completou, lembrando ainda que, na sua opinião, o juiz não marcou um pênalti sofrido por Elivélton. Ele também não teme punição pelos seus atos. "Só pedi explicações, não tentei agredir e nem houve agressão de ninguém". Mas tudo dependerá do relatório que será entregue à comissão de arbitragem. A diretoria da Ponte Preta promete protestar junto à CBF. O que Washington pretende, agora, é esquecer esta triste noite e voltar a marcar gols. Sua primeira chance acontecerá diante do Corinthians, sábado, pelo Torneio Rio-São Paulo, onde tem oito gols marcados. Ele é o sexto maior artilheiro da história da Ponte, com 78 gols. "Os gols vão me garantir na seleção", espera ele, acreditando ter condições iguais de ser convocado como os demais atacantes cotados, como Romário, Ronaldo, França e Luizão. Não acha que disputa uma vaga com Jardel pela "opção aérea" do técnico Luiz Felipe Scolari. Mas garante: "Realmente, nisso eu sou bom".

Agencia Estado,

14 Março 2002 | 15h51

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