Weah pode virar presidente da Libéria

?Rei? George Weah, eleito o melhor jogador de futebol do mundo em 1995, quer ser presidente da Libéria. Aos 39 anos, precisa derrotar Ellen Johnson-Sierleaf, uma ex-economista do Banco Mundial, com 66 anos. Os dois chegaram como favoritos na eleição realizada nesta terça-feira e com resultado previsto para ser anunciado em 15 dias. Além do presidente, serão eleitos 30 senadores e 64 deputados. Mais de 1,3 milhão de eleitores liberianos foram às urnas maciçamente, como forma de recuperar o tempo perdido. São as primeiras eleições após 2003, quando terminou a Guerra Civil, que durou 14 anos e terminou há dois com a queda do ditador Charles Taylor. A lisura das eleições está sendo garantida por 200 observadores internacionais e de 15 mil soldados de uma força de paz da ONU. ?Os liberianos votaram sem medo. Ninguém pensa em guerra?, disse Weah, nesta terça, após votar. ?Amo meu país, sou honrado e estou cercado de gente muito competente?, tem sido a resposta de Weah aos que apontam sua falta de experiência como um empecilho a um bom desempenho como presidente. A resposta passou a ter efeitos contestados nas últimas semanas, quando Ellen Johnson-Sierleaf passou a reagir nas pesquisas. Mas Weah ainda é favorito. O ex-jogador de futebol, de grande sucesso no Milan nos anos 90, tornou-se um empresário de grande sucesso. Atua no ramo de telecomunicações e é dono de uma rede de TV e de uma rádio FM. Apresenta-se como alguém que subiu na vida por méritos próprios. Weah promete lutar pela unidade nacional, pacificando questões étnicas e investindo na infra-estrutura do país, buscando investimentos estrangeiros. A primeira promessa é a de conseguir energia elétrica para a capital Monróvia, cuja rede foi totalmente destruída. Apenas um dado a mais da tragédia de um país em que a esperança de vida é de 42 anos e em que apenas 37% das crianças vão à escola.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2005 | 20h03

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