Weggis recebe picanha, seguranças e dispensa hóspedes

A pacata Weggis está pronta - ou quase - para duas semanas agitadas com a presença da seleção brasileira. O Park Hotel Weggis, local de concentração da delegação, contará com 40 seguranças especializados em trabalhar com chefes de Estado, grandes autoridades e astros de primeira linha do cinema mundial. A gerência anunciou aos hóspedes que todos terão de deixar o hotel até as 10 horas desta segunda-feira - não ao meio-dia, como normalmente - e neste domingo recebeu 60 quilos de picanha especialmente para os atletas. De acordo com autoridades da região, Weggis deverá ter mais de 10 mil visitantes por dia no período de preparação do time de Carlos Alberto Parreira, pelo menos 2,5 vezes mais que sua população total (4 mil habitantes). O prefeito, Kaspar Widmer, define a chegada da seleção como um dos grandes eventos de Weggis em todos os tempos, e o povo, normalmente frio, mostra atípico entusiasmo. Os ingressos para os treinos da equipe terminaram em apenas um dia. Para atenuar a decepção do público que não conseguiu entradas, os responsáveis pela organização fizeram acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para transmitir os treinamentos pela tevê local. Para tanto, a emissora terá de exibir a marca dos patrocinadores da entidade. O estádio, com capacidade para 5 mil pessoas, só preocupa em um aspecto: o gramado, apesar de bonito e bem aparado, não parece apresentar condições ideais. E a sala de imprensa ainda não está pronta. Mas os suíços se desdobram para receber bem o Brasil. No Park Hotel Weggis, os hóspedes serão obrigados a fazer o check-out até as 10 horas desta segunda-feira, mesmo tendo pago a diária integral. ?Eles foram avisados, quem não aceitasse essa condição não precisava se hospedar aqui?, afirmou o gerente Peter Kämpfer. Ele recebeu neste domingo 60 dos 100 quilos de picanha oferecidos pela importadora suíça GVFI, que compra a carne do frigorífico brasileiro Friboi. O alimento será exclusivo dos atletas. A concentração brasileira ficará cercada diariamente por aproximadamente 40 seguranças suíços, acostumados a grandes eventos, informou Kämpfer. No estádio, serão pelo menos 50. A seleção receberá uma espécie de blindagem e as pessoas não conseguirão se aproximar do local. Até os carros precisarão de um selo de autorização para poder trafegar pela cidade. A boa vontade, no entanto, não significa resultado garantido. A praia artificial montada pelo Park Weggis às margens do Lago Lucerna como um mimo ao elenco é decepcionante. O espaço é mínimo e não comporta mais do que três ou quatro pessoas. A delegação chegará nesta segunda à tarde a Weggis, onde ficará até o dia 3. Para se hospedar na região do Lago Lucerna, a CBF recebeu US$ 1,2 milhão. Na terça e na quarta-feira, os jogadores passarão por baterias de exames, incluindo os cardiológicos. Durante a fase de preparação, o Brasil enfrentará o time de Lucerna, na Basiléia, dia 30, em jogo-treino, e a seleção da Nova Zelândia, dia 4, em Genebra, em partida amistosa.

Agencia Estado,

21 Maio 2006 | 15h35

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