Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Wellington recomeça com moral no São Paulo

Volante precisou de uma longa pausa na carreira para se recuperar de uma lesão no joelho esquerdo

Fernando Faro, Jornal da Tarde

12 de setembro de 2012 | 09h52

SÃO PAULO - Habitualmente sorridente, Wellington estava ainda mais feliz ontem. A alegria se explica facilmente. Pela primeira vez desde que operou o joelho esquerdo, no início do ano, ele terá a oportunidade de começar uma partida como titular. A última vez em que experimentou essa sensação foi em 12 de fevereiro, no clássico contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista. Dono da marcação no meio, era peça fundamental na engrenagem, mas precisou de uma longa pausa na carreira para se recuperar da lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco medial.

"Estou feliz demais, voltando àquele sonho que foi interrompido. Estou preparado e tranquilo para dar o meu melhor dentro de campo", disse o volante, tido como um dos talentos mais brilhantes das categorias de base.

Nem mesmo o longo tempo de recuperação diminuiu a confiança de Ney Franco. O técnico resolveu lançar o garoto no lugar de Paulo Assunção, que vinha sendo titular e estava com ritmo de jogo, em um jogo de alto risco, no qual perder pode significar o adeus ao sonho do G-4.

O camisa 5, que voltou à equipe no jogo contra o Botafogo no último dia 30, se diz preparado para atuar durante os 90 minutos e não tem receio de entrar nas divididas. No entanto, ele vem fazendo um trabalho específico no Reffis para fortalecer a musculatura e a região da cirurgia. Medidas apenas de precaução, diz. "O professor está me colocando porque sabe que estou à disposição e pronto. Não sinto nada e a única coisa com que me preocupo é entrar bem no jogo."

De volta à rotina e tensão que envolvem os grandes jogos, o jogador lembra dos tempos em que essa realidade era bem diferente. Em vez dos rivais e confrontos, ele dividia seu tempo entre as intermináveis sessões de fisioterapia e a televisão. "Você vê novela, jornais, desfiles, desenho animado, joga videogame... isso não é minha vida. Minha vida é ir para os jogos, para as viagens, ganhar jogos e títulos."

Mesmo com um teste de fogo logo em seu retorno à equipe, Wellington dá de ombros e promete a mesma dedicação que o transformou em xodó da torcida. De fato, enfrentar um rival forte fora de casa parece um desafio muito menor do que vencer duas cirurgias no joelho aos 21 anos e dar mais uma volta por cima na carreira.

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