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Wijnaldum avisa que seleção da Holanda não se ajoelhará em protesto antirracista na Euro

Meia também explica porque preferiu ir para o Paris Saint-Germain após negociar com o Barcelona

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2021 | 18h09

O protesto antirracista de se ajoelhar antes dos jogos segue causando divisão na Eurocopa: enquanto algumas, como Croácia e Rússia, não se ajoelham, outras como Inglaterra e Bélgica, seguem realizando-o e por vezes sendo vaiadas pelos adversários. Wijnaldum, capitão da seleção holandesa, afirmou em entrevista coletiva que seu time estará no grupo dos que não repetem o gesto.

"Não nos ajoelharemos para protestar contra o racismo. Primeiro, porque nunca protestamos dessa maneira. Na Inglaterra já estão acostumados, mas aqui (na Holanda) não. Segundo, porque já fazemos muita coisa contra isso. Não digo que é o suficiente, mas não nos ajoelharemos", explicou o meiocampista sobre as razões para que a Holanda não aderisse.

A atitude de se ajoelhar foi iniciada em 2016 por Colin Kaepernick, então quarterback do San Francisco 49ers, da NFL. O atleta se negou a ficar de pé durante a execução do hino dos Estados Unidos como forma de protestar contra a violência policial contra a população negra. Os jogadores do Campeonato Inglês, onde Wijnaldum jogou até esta temporada, passaram a repetir o gesto em 2020, após o assassinato do norte-americano George Floyd pela polícia.

Em outro ponto da coletiva, Wijnaldum contou porque acabou fechando com o PSG, apesar de ter conversado com o Barcelona. "Negociei com o Barcelona por quatro semanas. Eu mesmo achei que ia para lá. Mas não deu certo. O PSG foi mais rápido. E gostei muito do projeto", justificou.

A Holanda estreia na Eurocopa neste domingo, 13/6, contra a Ucrânia, na Amsterdan Arena.

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