William quer Corinthians preparado para suportar pressão

Para o jogador, Botafogo está num nível acima dos paulistas e jogará ofensivamente nesta terça-feira

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2008 | 21h25

Capitão do Corinthians, William sabe que ele e seus colegas de defesa vão ter papel fundamental no jogo desta terça-feira, com o Botafogo, no Engenhão. Ele espera um adversário ofensivo, em busca de um bom resultado diante de sua torcida. E é exatamente este ponto, o do público hostil, que despertou uma conversa à parte do técnico Mano Menezes com o time corintiano. Veja também: Botafogo é sim favorito contra o Corinthians A equipe do Corinthians vem de seis vitórias consecutivas, sempre atuando em estádios com maioria de torcedores corintianos. Agora, nesta terça-feira, na semifinal da Copa do Brasil, o Engenhão deve estar lotado de botafoguenses. E o retrospecto do Botafogo em casa é muito bom - este ano só perdeu um jogo no estádio, quando estava com equipe mista, contra o Madureira, pelo Campeonato Carioca. "A gente tem que estar preparado para isso. Até porque, não custa lembrar, jogar com quase todo o público a favor pode, algumas vezes, ser um problema para o mandante", declarou William, referindo-se à pressão natural que a torcida do time da casa exerce sobre a própria equipe se o gol demora a sair. William elogiou o Botafogo pelo "conjunto" do grupo dirigido pelo técnico Cuca. E afirmou que o time carioca, "embora tenha perdido bons jogadores no final do ano passado", conseguiu repor "as peças" e voltou a ter equilíbrio em todos os setores. "O Botafogo hoje está dois passos à nossa frente", admitiu o zagueiro corintiano. Ele também contou que o técnico Mano Menezes não orientou o time a adotar marcação especial sobre o meia Lúcio Flávio, o melhor jogador do Botafogo desde a temporada passada. "Vamos marcar o Botafogo como um todo. Se ficarmos preocupados em demasia com um deles, aí surge outro e se aproveita", explicou William. Sobre a ordem do treinador para que o time não cometa faltas desnecessárias perto da área, para evitar a forte bola parada botafoguense, William disse que "na adrenalina" do jogo é muito difícil pensar na "orientação" de Mano Menezes. "Nossa equipe até que faz poucas faltas. Mas não tem como ficar os 90 minutos sem fazer uma ou outra falta. Isso é do jogo e algumas são mesmo necessárias", disse o zagueiro.

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