Benjamin Cremel / AFP
Benjamin Cremel / AFP

Willian descarta chance de questão física afetar a seleção na reta final da Copa

Atleta afirma que tanto grupo quanto ele próprio estão mais maduros em relação a 2014

Almir Leite, Leandro Silveira e Marcio Dolzan, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 13h42

Um dos jogadores que mais se movimentam e correm em campo nos jogos da seleção brasileira, o meia Willian descarta a possibilidade de a equipe ser afetada fisicamente nesta reta final da Copa do Mundo. Para ele, o cansaço dos jogadores é natural, mas está longe de ser um grande problema, embora em quase todos os treinos algum jogador tenha sido poupado na Rússia - no desta quarta-feira, em Sochi, o atleta preservado foi o volante Paulinho.

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"O cansaço é normal pelos jogos, como as outras equipes também sentem. A gente precisa de um ou dois dias para se recuperar bem (do desgaste das partidas) e às vezes os jogadores preferem trotar (ao redor do campo) ou mesmo ficar fora do treino visando a recuperação para o próximo jogo", disse Willian após o treinamento em Sochi, o último da seleção na cidade escolhida como base na maior parte deste Mundial.

No jogo contra o México, na última segunda-feira, Willian percorreu mais de oito quilômetros, se deslocou por praticamente todos os setores do ataque e também ajudou bastante na marcação. O primeiro gol do Brasil, inclusive, teve sua participação em uma jogada pelo lado esquerdo.

O jogador do Chelsea reconhece que a ausência do volante Casemiro diante de um adversário que tem um estilo ofensivo como a Bélgica não é a situação ideal, mas tem certeza de que o substituto - muito provavelmente Fernandinho, a depender apenas da confirmação oficial de Tite - vai manter o nível do titular.

 

"Casemiro e Fernandinho são dois jogadores parecidos, que marcam forte e sabem jogar com a bola. Casemiro é muito importante, é complicado ficar de fora, mas temos jogadores para suprir a ausência dele, com a mesma qualidade e o mesmo perfil", considera Willian.

Um dos remanescentes da fracassada campanha de 2014, Willian não começou bem a Copa, mas foi mantido no time por Tite e contra o México fez uma excelente partida. "Hoje eu estou mais maduro, bem mais experiente do que na Copa passada. Não sou eu, a seleção está mas consistente, mais madura", ponderou. "Quanto a mim, estou numa crescente e espero que no próximo jogo possa ser ainda melhor."

 

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