Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Willian diz viver melhor momento da carreira, mas admite: 'Não posso me acomodar'

"Depois de 2014 a gente teve muitos altos e baixos, mas hoje a seleção está bem madura, sabendo o que tem de fazer"

Almir Leite, Estadão Conteúdo

05 Junho 2018 | 15h34

Aos 29 anos, o meia-atacante Willian considera que chega à sua segunda Copa do Mundo no melhor momento de sua carreira. Disse mais uma vez que não se considera titular nem reserva, e sim um jogador que tem qualidades de contribuir com o time, e garantiu estar tranquilo para o desafio. Mas sem acomodação.

+ Veja nossa página especial da Copa de 2018

+ Raio X - Conheça as seleções da Copa da Rússia

+ Confira tabela da Copa do Mundo da Rússia

"Sem dúvida é o melhor momento da minha carreira. Fiz boa temporada com o Chelsea, ganhei o troféu de melhor jogador dos meus companheiros, mas não posso me acomodar", disse nesta terça-feira Willian, depois do treinamento no CT do Tottenham, onde a seleção se prepara visando a Copa do Mundo e também o amistoso que fará no próximo domingo, contra a Áustria, em Viena.

Para Willian, a seleção também está em excelente momento, após a longa fase de turbulência iniciada com o fracasso na Copa do Mundo disputada no Brasil. "Depois de 2014 a gente teve muitos altos e baixos, mas hoje a seleção está bem madura, sabendo o que tem de fazer. Tite trouxe várias ideias, implantou junto com a sua comissão técnica e a gente conseguiu imprimir nos treinos e jogos", observou. "A seleção vem em momento muito bom, amadureceu bastante e está pronta para jogar a Copa do Mundo."

Ao explicar por que pode contribuir com a seleção, ele falou de sua versatilidade, característica bastante levada em consideração por Tite ao formar o grupo dos 23 que vão à Rússia. "Meu estilo todos conhecem, gosto de driblar, arrancar, atacar os espaços, finalizar. São essas as qualidades que procuro trazer dentro da seleção."

Em sua autocrítica, Willian avaliou que uma atuação contra a Croácia, no amistoso do último domingo em Liverpool, que o deixou "feliz". Ainda assim, sabe que não pode ser suficiente para evitar que perca o lugar no time - uma das opções, com a volta de Neymar, é a saída do meia, se Tite optar por manter Fernandinho.

Mas ele entende que, se isso ocorrer, não vai ser por ter características que não agradam tanto a Tite com as de Philippe Coutinho. "Eu também jogo flutuando nas costas dos volantes adversários, de jogar entre as linhas (do adversário). Joguei diversas vezes assim no Chelsea", lembrou. "É bom quando tem jogadores que podem fazer várias funções. O importante é saber quando flutuar e quando ficar aberto e o Tite tem passado isso para nós."

Sobre possível disputa com Coutinho, Willian disse que ela será sempre limpa e recordou uma passagem logo em um dos primeiros jogos de Tite, quando um substituiu o outro durante a partida, mas saíram de campo abraçados.

O treinador, então, correu em direção a eles, gritando. "Tomei um susto na hora, ele falou: 'É bonito de ver disputa, lealdade, vocês saírem de campo se abraçando'. É um dos melhores treinadores do mundo e pessoa de coração enorme", elogiou Willian.

O jogador lembrou da avó, personagem fundamental do sucesso de sua carreira - "ela tirava do dela para eu puder ir treinar" - e admitiu que fazer um gol na Copa será especial, também como maneira de homenagear sua mãe, Maria José, morta em 2016 vítima de câncer. "Mas o que mais quero é levantar o troféu."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.