Vitor Silva/SS Press
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Wilson Gottardo rebate goleiro Jefferson: 'Ele não é profissional'

Diretor de futebol do Botafogo aumenta polêmica e acusa jogador de ter se recusado a enfrentar o Santos, na quinta, pela Copa do Brasil

Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 20h28

O diretor de futebol do Botafogo e ex-jogador, Wilson Gottardo, rebateu na noite desta sexta-feira as críticas feitas pelo goleiro Jefferson mais cedo. O jogador acusou o dirigente de ter tomado atitudes "covardes" e "desleais" contra ele. Gottardo desmentiu o goleiro, questionando sua postura profissional. Mais uma polêmica que agrava a crise vigente no Botafogo.

Tudo começou com a ausência de Jefferson da partida decisiva com o Santos pela quartas de final da Copa do Brasil, na quinta-feira. O goleiro, que estava com a seleção brasileira até o dia anterior ao jogo, alegou que não teria condições de atuar por causa do cansaço. Em entrevista após a partida, Gottardo criticou o goleiro por não ter se concentrado com a equipe. 

Nesta tarde, Jefferson afirmou ter entrado em acordo com Gottardo para não enfrentar o Santos e que as críticas do dirigente eram desleais. "Expliquei minha situação, e ele me liberou. Passaram-se quatro horas, e ele falou para a imprensa que não havia conversado comigo. Às vezes cobramos da diretoria, faz parte, mas isso foi desleal", disse o goleiro.

Em entrevista ao canal Fox Sports, o dirigente contrariou o goleiro. "Ele não é profissional. Para mim, tem conduta de indisciplina. Dei três chances a ele de se apresentar no hotel. A primeira no aeroporto de Cumbica, depois falei com o empresário dele, que disse que ele estava dormindo, e a outra vez de manhã", explicou Gottardo.

"Falei ''vou mandar a passagem para você'', e ele falou que não ia à tarde porque estava cansado. Falou que treinaria leve, em um treino regenerativo. Fiquei surpreso quando ele falou isso. Ele falou que não ia jogar, que não estava em condições. O Diego Tardelli (Atlético Mineiro) viajou também e jogou 60 minutos, se não me engano", afirmou em referência à viagem de mais de 20 horas que os atletas que serviram a seleção brasileira fizeram de Cingapura até o Brasil na quarta-feira.

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