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WTorre sugere parceria com Avanti e espera dar fim a briga com o Palmeiras

Construtora oferece acordo para fazer o clube lucrar com a venda das cadeiras da Allianz Parque

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 07h34

SÃO PAULO - A disputa entre Palmeiras e WTorre parece longe do fim. A última reunião entre as duas partes aconteceu na terça-feira da semana passada e o Estado teve acesso ao projeto feito pela construtora e oferecido ao clube para acabar com a divergência principal, que diz respeito à comercialização das cadeiras. A construtora tem a convicção de que ela é a dona de todas as cadeiras do estádio e o preço a ser cobrado por elas ainda não foi decidido.

A ideia da WTorre para convencer o Palmeiras é fazer planos que possam unir o Avanti, projeto de sócio-torcedor do clube, à venda das cadeiras. Antes, porém, é preciso acertar a quantidade de lugares que estarão livres para serem comercializados. O número deve ficar na casa dos 34 mil, considerando que o estádio terá aproximadamente 43 mil lugares e uma parte deles não será comercializada, como as cadeiras cativas e as vitalícias (que somam 3.082 lugares) e os espaços para visitantes, patrocinadores e imprensa. Esses lugares totalizam pouco mais de 9,2 mil.

A WTorre ofereceu ao Palmeiras cinco planos, sendo três deles com a participação do Avanti, e, caso o clube consiga atingir os números sugeridos pela construtora, ainda receberia duas bonificações. Para calcular o quanto o clube poderia receber por temporada, o preço sugerido para cada ingresso foi de apenas R$ 12, imaginando que sejam disputados pelo menos 35 jogos na Allianz Parque por temporada. Os valores dos bilhetes serão decididos pelo Palmeiras, mas o clube ainda não definiu os preços.

Se o Palmeiras atingir os números sugeridos pela WTorre, o clube poderia receber por ano pouco mais de R$ 21 milhões, e ainda sobrariam seis mil cadeiras no estádio que poderiam ser comercializadas de forma avulsa. Vale lembrar que toda a renda obtida com a venda de ingressos será do Palmeiras. Pelos planos 1 e 2, o clube receberia apenas pelos ingressos e uma porcentagem pela venda de camarotes ou cadeiras – seriam 5% nos primeiros cinco anos e mais 5% a cada cinco anos. Levando em conta que sejam cobrados os R$ 12 por jogo, o clube arrecadaria R$ 11,6 milhões por ano.

Os planos 3, 4 e 5 envolvem o Avanti. No 3 e 4, quem assinar o plano Ouro (R$ 69,90 por mês) será proprietário de uma cadeira e, se todos os lugares forem vendidos, o clube ficará com R$ 6,5 milhões. O setor mais popular envolve o plano 5 e o Avanti Prata (R$ 19,90). Com ele, o Palmeiras deve arrecadar cerca de R$ 4,5 milhões.

BÔNUS E PRAZOS

Os valores não são exatos porque dependem da quantidade real de lugares de cada setor do estádio e isso só será decidido depois que for acertado quais cadeiras serão utilizadas. Se conseguir vender todos os espaços combinados, o Palmeiras ainda contará com uma garantia mínima de receitas em jogos especiais no valor de R$ 1,5 milhão e mais R$ 2 milhões para exibir a marca da empresa em alguma parte da camisa.

O Palmeiras ouviu a proposta e ficou de responder. A WTorre espera por uma resposta até 30 de novembro. Se nada acontecer até lá, o caso será decidido pela Câmara de Comércio Getúlio Vargas – e não a Brasil-Canadá, como dito anteriormente. O estádio vai custar R$ 630 milhões para a WTorre, R$ 300 milhões a mais do que o projeto inicial. E a previsão para o término da construção é abril de 2014, mas deve atrasar, já que a construtora diminuiu o ritmo das obras enquanto aguarda o desfecho do negócio.

AÇÕES DA WTORRE

Plano 1

Conta com 3.287 lugares no camarote. Se vender o lote em 35 jogos por ano, o clube arrecadará algo em torno de R$ 3,2 milhões.

 

Plano 2

Envolvem as cadeiras centrais e anéis superior e inferior, totalizando 11.321 lugares. Pode render R$ 8,4 milhões ao clube.

 

Planos 3 E 4

São 9.814 lugares e o sócio do Avanti Ouro teria uma cadeira. Clube ganharia R$ 9,2 milhões.

 

Plano 5

Com o Avanti Prata, clube pode arrecadar até R$ 4,5 milhões.

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