Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Xavi inicia luta para realizar seu último grande sonho

Copa das Confederações é o único título que falta na coleção do craque, que já ganhou tudo o que podia no Barcelona e na seleção espanhola

Raphael Ramos - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2013 | 08h10

RECIFE - Xavi Hernández pretende realizar dois sonhos nos próximos dias. O primeiro é levantar a taça da Copa das Confederações no dia 30, no Maracanã. Depois, na volta para a Espanha, vai se casar no dia 13 de julho com a jornalista Nuria Cunillera, com quem namora há um ano meio.

 

Não é exagero dizer que Xavi é a alma e o cérebro da seleção espanhola. Lapidado em La Masia, o celeiro de craques do Barcelona onde desembarcou com 11 anos, ele possui uma visão de jogo incrível e uma sensibilidade ímpar para marcar o ritmo de jogo com passes curtos e longos, mas sempre precisos.

 

"A nossa filosofia é sempre a mesma, independentemente dos jogadores: controlar a bola e sermos protagonistas. A meta é sempre essa."

É titular absoluto do Barça desde 2001, sem nenhum concorrente de peso. O mesmo ocorre na seleção.

 

Com jogadas inteligentes, é o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque e faz isso com maestria por conseguir aliar velocidade com habilidade. No Barcelona, só não tem mais destaque e prêmios individuais porque tem como companheiro Lionel Messi.

 

Xavi possui um currículo invejável. Além de duas Eurocopas (2008 e 2012) e da Copa do Mundo de 2010, conquistas de maior notoriedade, ele também foi campeão mundial sub-20 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000 com a seleção espanhola.

 

No Barça, também alcançou todos os títulos possíveis: três Copas do Campeões, dois Mundiais, duas Supercopas da Europa, sete campeonatos espanhóis, duas Copas do Rei e cinco Supercopas de Espanha.

 

Aos 33 anos, o meia sofreu com problemas musculares, foi forçado a dosar seus minutos em campo para evitar lesões e, por isso, teve uma temporada bastante irregular. Xavi, no entanto, chega motivadíssimo à Copa das Confederações. Ele sabe que o seu ciclo na seleção espanhola, iniciado em partida contra a Holanda em 2000, está chegando ao fim.

 

Essa será a última oportunidade de ganhar a única competição que lhe falta porque na próxima edição, em 2017, na Rússia, ele estará com 37 anos.

"Até por conta da idade, essa é a chance. E ainda tem o fato de eu ainda não ter digerido muito bem a campanha na África do Sul", afirmou o jogador em referência à Copa das Confederações de 2009, quando a Espanha caiu diante dos Estados Unidos na semifinal.

 

Outro fato que anima Xavi é poder ser campeão no Brasil. "Estamos em um país com uma história muito rica no futebol, com cinco títulos de Copa. Estamos preparados e motivos para jogar aqui", disse.

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