Zagallo diz que não está acostumado a "largar o osso"

O coordenador-técnico da seleção brasileira, Mario Jorge Lobo Zagallo, disse nesta segunda-feira que não pensa em deixar seu cargo, mesmo com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, com a derrota por 1 a 0 para a França, no último sábado, nas quartas-de-final. "Eu não estou acostumado a largar o osso", afirmou Zagallo, que já comandou o Brasil em três Copas (1970, 1974 e 1998) e foi coordenador em outras duas (1994 e 2006). Disputou - e venceu - outros dois Mundiais como jogador, em 1958 e 1962.Antes da Copa, Zagallo disse que gostaria de continuar trabalhando na CBF e na seleção após o Mundial da Alemanha. Questionado nesta segunda, em entrevista coletiva na sede da entidade, ao lado do técnico Carlos Alberto Parreira, ele reafirmou seu desejo. "Continuo pensando em ficar na seleção, agora vai depender da vontade do presidente da CBF", explicou Zagallo. Ricardo Teixeira, que também é dirigente da Fifa, fica na Alemanha até a final da Copa, no domingo. Parreira disse que ainda vai conversar com ele antes de definir seu futuro.Durante a entrevista, Zagallo se irritou quando um repórter questionou Parreira sobre a possibilidade de ele ocupar o cargo de coordenador-técnico da seleção, e perguntou se ele aceitaria trabalhar com nomes já comentados para assumir o cargo de técnico, como Vanderlei Luxemburgo ou Paulo Autuori. "Você está me excluindo disso", interrompeu Zagallo. Parreira desconversou e reafirmou que as decisões dependem da vontade de Teixeira.Zagallo e Parreira chegaram ao Rio na manhã desta segunda-feira, e para evitar os protestos dos torcedores contra o fracasso da seleção, saíram do Aeroporto Internacional Tom Jobim por uma saída pelos fundos. Parreira disse que marcou a entrevista rapidamente porque na sede da CBF seria mais fácil conversar do no aeroporto. "Lá havia muita confusão, aqui ficou bem mais civilizado", reclamou.

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