Zago, árbitro, gandula... Confira os casos recentes de simulação

Episódio com jogadores também aconteceram nas semifinais do Paulista

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2017 | 17h00

ENCENAÇÃO HOLLYWOODIANA

Keiller, terceiro goleiro do elenco, foi o herói da classificação do Internacional na semifinal contra o Caixas ao defender dois pênaltis, mas o personagem principal da semifinal do Gaúchão foi o técnico Antonio Carlos Zago. Em uma disputa de bola na bandeirinha de escanteio, próxima da área técnica onde estava o técnico, Elyeser, do Caxias, acertou com o braço o ombro de Antonio Carlos, que simulou ter sido atingido no rosto. Ele pediu até atendimento médico e permaneceu ao lado do campo segurando uma proteção perto do olho direito. Antes disso, se jogou a chão tão logo foi atingido. A encenação, flagrada pela TV, fez com que ele fosse denunciado pelo TJD-RS por infringir o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê até seis jogos de pena.

 

DESEQUILÍBRIO DO ÁRBITRO

Luis Fabiano nunca foi santo, mas, no episódio com o árbitro Luiz Antonio Silva Santos, ocupou o papel de vítima. No Vasco e Flamengo, de março, pela Taça Rio, o vascaíno chegou junto ao assoprador para reclamar do amarelo recebido, mas não a ponto de provocar o desequilíbrio que foi visto na imagem. O juiz simulou empurrou que o fez quatro ou mais passos para trás. O atacante, que acabou expulso, disse que nunca viu algo parecido. Punido com quatro jogos, ele foi instruído pelo Vasco a não se pronunciar mais sobre o assinto. O árbitro está afastado, mas, segundo a Federação do Rio, por errar e pênalti para o Vasco, e não pela ‘fraude’.

 

GANDULA PERDE O EMPREGO

Corinthians e Universidad de Chile se enfrentavam dia 5 de abril, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana, em Itaquera. A partida não era tão importante assim, mas o desejo de ajudar o time do coração custou caro a Ivan Régis Pinto. O gandula fantasiou uma agressão do zagueiro Gonzalo Jara que tentava bater rapidamente o arremesso lateral. Ele desabou atrás da placa de publicidade. O clube não sofreu punições, mas Ivan, que não voltou sequer para o segundo tempo daquele jogo, acabou demitido por causa da simulação. Ele trabalhava nas partidas do time havia oito anos, desde os tempos do Pacaembu.

 

AGRESSÃO... SÓ QUE NÃO

As semifinais do Paulistão registraram dois casos de simulação. No primeiro jogo entre Ponte Preta e Palmeiras, em Campinas, Zé Roberto tentou ludibriar o árbitro Marcelo Aparecido de Souza em lance com Fernando Bob ao ‘mentir’ que foi atingindo por uma cotovelada no rosto. O golpe, que aconteceu, foi no peito. O ponte-pretano foi advertido com o amarelo. Ao palmeirense, coube o papel ridículo de rolar no chão. No segundo clássico entre Corinthians e São Paulo, em Itaquera, Romero fez o mesmo com Thiago Mendes. As câmeras de TV deixaram claro que o paraguaio não foi atingido no rosto como fez parecer.

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