Érico Leonan/Divulgação
Érico Leonan/Divulgação

Zagueiro diz que São Paulo está 'blindado' contra a crise

Luiz Eduardo garante elenco livre de sofrer com a pressão política

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2015 | 07h00

A maior crise política da história do São Paulo não tem feito o time ir mal nos resultados em campo e no que depender do elenco, não vai mudar o ambiente no cotidiano do CT da Barra Funda. Segundo o zagueiro Luiz Eduardo, os jogadores não comentam sobre as brigas nos bastidores e fazem de tudo para que possíveis desdobramentos não atrapalhem na reta final da temporada.

"Estamos fazendo isso há algum tempo. Evitamos falar sobre o que acontece fora de campo, e estamos unidos nessa missão. Estamos blindados e não seremos afetados", disse o jogador durante entrevista coletiva nesta sexta-feira. A crise no clube coloca o presidente Carlos Miguel Aidar pressionado pela falta de aliados políticos e acusações de irregularidades na gestão.

A instabilidade no São Paulo teve também a troca de técnico, com a chegada de Doriva na vaga de Juan Carlos Osorio, e a saída de toda a diretoria. A situação pressiona o zagueiro para mostrar serviço rapidamente, já que tem contrato apenas até o fim do ano e com no máximo mais de 13 partidas para atuar e provar que pode ser útil ao time já para a próxima temporada.

O objetivo de se firmar na equipe teve um obstáculo. Um edema ósseo no joelho esquerdo o tirou dos gramados por um mês e só agora, nesta semana, Luiz Eduardo pode voltar a treinar com o elenco. "O meu tempo curto de contrato vem desde quando eu cheguei, não mudou nada para mim. Se eu tiver que ficar no São Paulo, será pelo potencial. A minha renovação não pode ser maior do que a vontade de ser campeão", comentou o defensor, que veio do São Caetano, da Série D.

O jogador afirmou que o grupo sentiu a diferença do estilo de Doriva, fã de um jogo mais cauteloso. "Osorio visava muito jogar para frente, tinha o rodízio e mudava a posição dos jogadores. O Doriva parece ser mais conservador, mas nós estamos acostumados ao estilo dele, mais comum aqui no Brasil", explicou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.