Odd Andersen / AFP
Odd Andersen / AFP

Zagueiro do Japão vê 'fraqueza mental' e critica seleção: 'Ingênuos e frágeis'

Para Maya Yoshida, derrota exigirá revolução no futebol do país asiático

Estadão Conteúdo

03 Julho 2018 | 06h42

O Japão esteve próximo de fazer história e protagonizar uma grande surpresa diante da Bélgica. Na briga por uma vaga nas oitavas de final, na última segunda-feira, a seleção asiática abriu 2 a 0 no segundo tempo, mas levou a virada no último lance da partida e foi eliminada. O zagueiro Maya Yoshida criticou a queda de desempenho e apontou a "fraqueza mental" de sua equipe.

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"Acho que foi um pouco de fraqueza mental. Mas eu não tenho ideia do que aconteceu, se foi excesso de confiança ou falta de experiência neste estágio da competição. Nós fomos muito ingênuos e frágeis. Poderíamos ter jogado muito melhor", declarou em entrevista ao site da Fifa.

Haraguchi e Inui marcaram no início do segundo tempo e deixaram o Japão muito próximo de ir às quartas de final da Copa pela primeira vez na história. Mas o jogo aéreo da Bélgica fez a diferença com Vertonghen e Fellaini. No último lance, um contra-ataque da seleção europeia terminou nos pés de Chadli e selou a virada.

"Estava em nossas mãos, mas a gente deixou escapar. A gente tem sofrido constantemente quando estamos em uma configuração defensiva, e isso pode ter sido parte da razão. Mas, no geral, nós temos fomos muito mal na hora de fechar o jogo depois que fizemos os dois gols no segundo tempo", considerou.

 

Para Yoshida, foi o tipo de derrota que exigirá uma revolução no futebol japonês. "Jogamos bem hoje, mas às vezes isso acontece contra grandes equipes e não conseguimos superar. A Associação Japonesa de Futebol e os jogadores precisam pensar seriamente no nosso futuro e no desenvolvimento de jogadores. Fisicamente, acho que podemos minimizar nossa diferença para os principais times. Este é o maior problema."

 

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